A CBF deu seu aval para a inscrição do meia Renato Cajá pelo Grêmio, na quinta-feira. O alívio com o sinal verde foi total no Olímpico. Porém, a sexta-feira teve uma reviravolta no assunto. A Justiça do Trabalho não entende que o jogador possa vestir a camisa gremista e ordena que ele retorne à Ponte Preta imediatamente. O juiz Thiago Barbosa de Andrade, da segunda vara Trabalhista de Campinas, determina que a entidade que rege o futebol no Brasil faça a readmissão do atleta para o clube paulista.
O nome de Renato apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) na tarde desta sexta-feira e desde já teria condições de atuar pelo Tricolor. A confusão envolve o clube campinense e o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Os árabes compraram o jogador, mas não pagaram todo o valor referente à negociação. A justiça determina que Renato tem que retornar imediatamente ao Moisés Lucarelli. O que não foi cumprido em uma liminar anterior que havia sido expedida.
O departamento jurídico do Grêmio se mostrou surpreso com a nova determinação da justiça. “Para nós era uma questão superada. A gente respeita a decisão, mas não entende. Não se pode obrigar a pessoa a trabalhar onde não quer. É um problema econômico entre os clubes”, opinou Alberto Guerra, um dos advogados gremista, em entrevista à rádio Bandeirantes.
O Grêmio cogita, inclusive, recorrer a Fifa para poder escalar o meia, que assinou contrato até o fim do ano.