O Palmeiras comemora neste sábado mais um ano de sua gloriosa história, iniciada no dia 26 de agosto de 1914. Em homenagem aos 92 anos do clube do Parque Antártica, o meia Juninho Paulista, palmeirense de infância, fez uma verdadeira declaração de amor ao alviverde.
"Tenho simpatia pelo Palmeiras desde pequeno e minha família também. É uma honra e um prazer muito grande estar atuando por um clube que me acolheu tão bem e espero que possamos presentear o Palmeiras com uma bela vitória sobre a Ponte Preta".
Juninho, cujo contrato com o Verdão termina no final do ano, aproveitou a oportunidade também para parabenizar a atual diretoria pelo trabalho que vem sendo desenvolvido à frente do clube.
"Os diretores estão se esforçando para colocar o Palmeiras no nível das equipes grandes das outras capitais e conseguindo fazer um belo trabalho. Eles estão de parabéns", finalizou.
Para celebrar o aniversário do Palmeiras, o clube encampou uma campanha criada pelo torcedor Marcelo Santa Vicca e vem convocando, através dos auto-falantes do Parque Antártica, aos outros torcedores e simpatizantes do Verdão para vestirem a camisa da equipe neste sábado.
O Verdão, que se chamava Palestra Itália até 1942, e mudou de nome por causa da Segunda Guerra Mundial, é um dos maiores clubes do Brasil desde a sua fundação, e teve seu auge na década de 60, quando a famosa Academia, com Ademir da Guia, Djalma Santos, Dudu e outros monstros sagrados faziam frente ao Santos de Pelé.
Depois de amargar tempos difíceis e encarar uma fila de quase 20 anos sem conquistas (1976 a 1993), o Palmeiras inovou mais uma vez e, através de uma inédita parceria com a Parmalat, voltou ao topo do futebol brasileiro, tornando-se bicampeão nacional com um time formado por ídolos como Mazinho, César Sampaio, Edmundo, Roberto Carlos e Edílson. Em 1996, também sob o comando de Wanderley Luxemburgo, chegou à impressionante marca de 102 gols no Campeonato Paulista, se equiparando a grandes equipes e seleções, com Rivaldo, Djalminha, Muller e Luizão na linha de frente.
Campeão da Libertadores da América em 1999, o Verdão passou pelo maior vexame de sua história em 2002, ao ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Campeão da Segundona no campo e não na virada de mesa, voltou à elite e à briga pelos títulos. Nas mãos de Tite, ostenta a melhor campanha do Campeonato Brasileiro pós-Copa do Mundo, e enche os palestrinos de esperança para que novas conquistas possam chegar ainda em 2006.