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Futebol

Júlio César nega ser líder. Elano se conforma como coadjuvante

Arquivo Geral

14/10/2008 0h00

“Os tempos são outros”, alertou o volante Gilberto Silva aos torcedores cariocas que esperam um espetáculo da equipe de Dunga contra a Colômbia, quarta-feira, no Maracanã. A seleção brasileira, de fato, já não é mais formada por líderes e craques.


À vontade no Rio de Janeiro, onde já posou para fotos de sunga na praia de São Conrado na segunda-feira, o goleiro Júlio César é um dos que não se entusiasmam com o assédio. “Que líder, o quê. Não sou líder nada”, avisou o jogador, natural de Duque de Caxias e revelado pelo Flamengo, quando recebeu um elogio.


O meia Elano superou o discurso humilde de Júlio César. “Não me considero um craque. Acho que posso ser útil para as equipes que defendo. Não de uma maneira diferenciada, mas como um jogador de equipe, que é bom para o grupo”, reconheceu o companheiro de Robinho no Manchester City, da Inglaterra.


Para os jogadores da seleção brasileira, apenas um dos convocados por Dunga à partida válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo reúne unanimemente todas as qualidades do passado. O meia Kaká, do Milan, deixará a sua marca na Calçada da Fama do Maracanã na tarde desta terça-feira.


“O Kaká impõe respeito porque é o melhor do mundo. Ele consegue trazer algo a mais para a seleção, com liderança e muito talento. Somos outro time com ele em campo”, reverenciou Júlio César, com a concordância de todos os atletas da seleção que concederam entrevistas nesta terça.


A fase mais turbulenta de Dunga sob o comando da seleção brasileira coincidiu com a ausência de Kaká, lesionado. O jogador voltou a defender o país após quase um ano afastado na goleada por 4 a 0 sobre a Venezuela, que havia derrotado o Brasil em um amistoso realizado nos Estados Unidos.


 

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