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Futebol

Juiz intima Kaká para explicar relação com Igreja Renascer

Arquivo Geral

12/01/2008 0h00

Milão (Itália) – Melhor jogador do planeta em 2007, campeão do Mundial da Fifa com o Milan e jogador mais cobiçado do momento, o brasileiro Kaká pode enfrentar sérios problemas fora das quatro linhas. Segundo a edição deste sábado da revista CartaCapital, Marcelo Batlouni, Juiz da da 1ª Vara Criminal de São Paulo, pediu à Procuradoria-Geral de Milão no último dia 14 de setembro para ouvir o jogador sobre sua ligação com a Igreja Renascer em Cristo e seus fundadores, o casal Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes.

Batlouni espera respostas sobre o dízimo anual que o jogador tem pago à Igreja, na casa dos R$ 2 milhões, e também sobre o grau da amizade do jogador com os fundadores da Igreja, presos nos Estados Unidos e condenados pelos crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro (Estevam deixou a prisão em dezembro e Sônia tem de cumprir 140 dias de reclusão depois de ficar em prisão domiciliar desde agosto).

A revista traz algumas perguntas que o Juiz gostaria de fazer ao cidadão Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Kaká, dentre elas: Qual é seu grau de amizade e que relação tem com as pessoas acusadas? Os acusados costumam freqüentar sua casa na Itália e no Brasil? O senhor costuma freqüentar a casa deles, no Brasil e nos Estados Unidos? E ainda: a partir de 31 de julho de 2006, quando teve início a acusação por crime de lavagem de dinheiro, quantas vezes os acusados freqüentaram sua casa? O senhor tem conhecimento do fato que Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes tiveram prisão decretada? Durante o período de vigência do decreto de prisão, as duas pessoas citadas ficaram hospedadas em sua casa, na Itália ou no Brasil?

Marcelo Batlouni aguarda contato do craque do Milan, mas até o final desta semana, ainda não obteve sucesso. A assessoria de imprensa de Kaká avisou que o jogador nada tem a declarar sobre o caso, pois o promotor e a sogra do craque já foram ouvidos pela revista que publicou a matéria e, segundo Kaká, tais respostas são suficientes para elucidar o assunto.

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