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Futebol

Joseph Blatter fala em limite de jogadores estrangeiros

Arquivo Geral

05/10/2007 0h00

Os pedidos para impor limites na presença de jogadores estrangeiros nos clubes europeus ganharam um importante coro: o do presidente da Fifa, Joseph Blatter. O mandatário da maior entidade do futebol mundial, no entanto, foi além e não poupou críticas à União Européia.

A reclamação de Blatter é em relação à aplicação no futebol da medida utilizada pela organização, na qual qualquer profissional de um dos 27 países pertencentes à UE é considerado como um jogador da mesma nacionalidade e não ocupa a vaga de “extra-comunitário”.

“Isso é uma questão de princípios. Você não pode comparar trabalhadores com jogadores de futebol. O futebol é forte o bastante para se organizar sozinho. Temos de ter coragem para tomar essas decisões”, afirmou o presidente, lembrando que muitos clubes já chegaram a entrar em campo sem nenhum atleta da sua nacionalidade.

Em resposta às declarações, a União Européia relembrou o caso do jogador belga Bosman, que em 1995 abriu espaço para que atletas nascidos nos membros da entidade possam ser registrados nos clubes como se fossem da mesma nação.

“Temos a lei Bosman há anos e o presidente Blatter fala que jogadores de futebol não são trabalhadores. Eles são trabalhadores de acordo com a lei da UE”, argumentou Frederic Vincent, assessor da União.

Apesar da polêmica, Blatter fez questão de frisar que não é contra as parcerias envolvendo investimentos estrangeiros, algo que tem sido comum no futebol inglês. “Se o dinheiro estiver em mãos corretas, então não temos nada a dizer contra investidores de outros países”, concluiu.

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