Conhecido por sua falta de modéstia, o técnico José Mourinho ganhou dois motivos para aumentar a sua já conhecida vaidade. Nesta sexta-feira, dois importantes jornais europeus elegeram o treinador como o “homem do ano” no futebol: o Gazzetta dello Sport, da Itália, e o A Bola, de Portugal.
Na eleição da publicação italiana, que chegou à sua 32ª edição, Mourinho atingiu o feito de ter sido o primeiro técnico a ficar com o troféu. Segunda a Gazzetta, o português, que atualmente comanda o Real Madrid, foi reconhecido principalmente pelo seu excelente trabalho na Inter de Milão no primeiro semestre, quando conquistou a Copa dos Campeões da Europa, o Campeonato Italiano e a Copa da Itália.
Com 374 pontos, o português ganhou uma disputa com o tenista espanhol Rafael Nadal, que teve apenas três pontos a menos, em reconhecimento pela sua temporada como número um no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Na terceira colocação, a publicação italiana escolheu o piloto Sebastian Vettel, campeão do mundial de Fórmula 1 pela Red Bull.
Já o A Bola, que não divulgou um ranking com a pontuação dos escolhidos, publicou na capa da edição desta sexta-feira a sua eleição, juntamente com uma entrevista com o treinador português. Satisfeito com a conquista, Mourinho destacou a sua vontade de ganhar outro prêmio: o do melhor técnico do ano pela Fifa.
Depois que a imprensa italiana divulgou que Vicente Del Bosque, comandante da Espanha campeã do mundo, seria o escolhido, o técnico do Real Madrid afirmou que é muito mais difícil para um treinador o trabalho em um clube do que em uma seleção.
“Se Del Bosque ganhar, um senhor que tanto respeito, pelo menos ganha alguém que admiro e de quem gosto. Fico feliz por nesta fase da carreira dele (de Del Bosque) estarem acontecendo estas coisas boas, que lhe dão prestígio. Mas uma coisa é ser treinador de seleção e outra é ser treinador de clube”, comentou.