Menu
Futebol

Jorginho reprova tempos distintos: "Se pudéssemos trocar os 11, faríamos"

Arquivo Geral

03/11/2014 12h31

A derrota por 3 a 0 frente ao Flamengo, fora de casa, prolongou mais ainda o jejum de vitórias da Chapecoense, que vigora desde a 28ª rodada. Na entrevista coletiva, Jorginho lamentou a mudança de postura da equipe após o intervalo e admitiu que o time fez um dos piores jogos desde que assumiu o comando. Mesmo assim, o técnico deixa claro que não vai desistir da luta para permanecer na Série A.

Jorginho reprovou a atuação da equipe na segunda etapa, quando viu a Chape assistir ao jogo adversário sem dar combate. “Nem conseguimos criar nada no segundo tempo. A equipe errou muitos passes e se perdeu um pouco depois de levar o primeiro gol. Tomamos outros dois gols de bola parada e cruzamento, o que raramente acontece conosco. Não foi a nossa noite, jogamos muito mal”, comentou o técnico. “Se pudéssemos trocar os onze, trocaríamos todos”, prosseguiu.

Em pleno Maracanã tingido de rubro-negro, a equipe catarinense foi a campo dispondo de uma formação ofensiva, com três atacantes na frente. Com o desenrolar da partida e a desvantagem no placar, porém, Jorginho modificou a equipe e queimou alterações que não surtiram efeito. “Tentamos trocar algumas peças para dar sangue novo e mais velocidade à equipe, o que não aconteceu, porque não tivemos tempo. Tomamos os gols muito rápido”, lamentou.

Cansado de apontar os inúmeros erros da equipe durante os noventa minutos, Jorginho se deteve a elogiar o adversário, que fez prevalecer o mando de campo. “Quando você tem uma chance contra um time grande, como o Flamengo, não se pode desperdiçar, tem que matar. A capacidade técnica do adversário era muito grande, além da experiência em grandes jogos, o que faz muita diferença. Tínhamos que ter nos entregado mais para conseguir um resultado positivo”, apontou o comandante.

A dois pontos da zona de rebaixamento e com seis jogos pela frente, Jorginho procura ser calculista e, se apegando aos números, garante que não vai desistir de lutar pela permanência da equipe na elite do futebol. “Temos que tomar cuidado, não podemos ser extremistas. Sabemos das nossas condições e sabemos onde podemos chegar, vamos trabalhar para alcançar nossos objetivos o mais rápido possível. Desde que cheguei aqui, não disse em nenhum momento que ia parar de lutar”, garantiu.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado