Um sonho da diretoria do Grêmio está chegando. Nesta sexta-feira, chegou ao Estádio Olímpico a liberação do Betis para que o lateral-esquerdo Jorge Wagner, campeão da América pelo Internacional, acerte com o time gaúcho. No entanto, mesmo que as notícias pareçam positivas, ainda há obstáculos a serem superados para que a contratação seja confirmada.
O interesse da equipe pelo jogador tem um motivo estratégico para a montagem do grupo. Por atuar tanto na lateral esquerda como na armação, Jorge Wagner supriria a ausência de jogadores tanto nas alas como na armação – carência gremista depois da saída de Hugo para o São Paulo.
Se receber o aval da CBF, o ex-jogador do Inter poderia atuar tanto no Campeonato Gaúcho quanto no Brasileirão, mas a legislação da Fifa impediria o jogador de atuar na Libertadores – principal competição da equipe em 2007 – já que Jorge Wagner teria atuado em três equipes diferentes em menos de um ano (Inter, Betis e Grêmio).
A diretoria gremista, por sua vez, argumenta que poderia ser alegado o princípio universal do trabalhador de exercer sua profissão, desde que o próprio atleta confirme o interesse de se transferir para o Olímpico e alegue dificuldades de adaptação à Espanha.
De acordo com os diretores do Tricolor Gaúcho, a regra da Fifa para ‘evitar fraudes’ perderia o sentido, uma vez que Jorge Wagner atuou pelo Inter em 2006 e seria contratado pelo Grêmio para 2007, em outra temporada.
A norma da entidade máxima do futebol, contudo, é de que nenhum jogador pode disputar partidas oficiais por três equipes diferentes em uma temporada, cujo período de duração é de julho a junho.