A dependência química e o uso de drogas sociais já afetaram a carreira tanto de promessas quanto de atletas consagrados do futebol.
O próprio Fluminense teve de lidar com o vício de um jogador. Renato Silva foi flagrado pelo uso de maconha em 2007. Embora hoje o clube fale em ajudar no tratamento de Michael, na época a solução encontrada foi o afastamento do zagueiro. Renato ainda prosseguiu com a carreira, e hoje defende a camisa do Vasco.
Mas foi em outro carioca, o Botafogo, que estourou a crise recente de maior repercussão no País. Jobson se destacou no Campeonato Brasileiro de 2009, mas também foi flagrado pelo uso de cocaína. Ele conta que havia utilizado a droga numa festa, e acreditava que não jogaria no dia seguinte. O resultado foram seis meses de gancho e uma série de idas e vindas conturbadas por clubes como o Bahia, Atlético-MG, o próprio Botafogo e, hoje, o São Caetano.
Outro caso conhecido de uso de cocaína é o de Diego Armando Maradona. Em 1991, quando jogava no Nápoli, da Itália, foi descoberto pela primeira vez a dependência que encurtou a carreira do craque. Foram mais de 10 anos de luta contra as drogas até que o argentino campeão mundial em 86 superou o vício para se tornar técnico, embora hoje, aos 52 anos, não esteja treinando nenhum clube.