Com os salários atrasados em dois meses, os jogadores do Botafogo começaram a reclamar da desconfortável situação. Enquanto o lateral Triguinho expôs publicamente a má situação financeira do clube, o técnico Ney Franco preferiu colocar panos quentes na polêmica.
“O justo é que quem trabalha precisa receber salário e a diretoria vai precisar se esforçar para resolver o problema o mais rapidamente possível, pois a situação está muito complicada”, declarou o lateral-esquerdo Triguinho em entrevista a jornais cariocas.
No entanto, o treinador Ney Franco preferiu minimizar as reclamações públicas. “Diante desta situação temos que fazer uma análise do que vem acontecendo nos treinos e nos jogos e por enquanto estamos percebendo que estão todos se esforçando ao máximo. Perdemos para o Grêmio em lances normais, mas com todo o nosso time lutando até o apito final pela conquista dos três pontos. Portanto, temos que aguardar e não ligar resultados aos atrasos”.
Neste cenário de incertezas financeiras a parte política também não está definida, com a situação ainda não tendo escolhido o nome que vai concorrer na eleição do dia 27 de novembro.
Com a desistência do empresário Manoel Renha e com a possibilidade de o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro declinar da idéia de concorrer, os nomes cotados são os de Ricardo Rotemberg, colaborador do departamento de futebol, Cláudio Good, vice-presidente geral, e Marcos Portella, que foi vice-presidente geral no primeiro mandato de Bebeto de Freitas.
A tendência é que essa semana seja definido o nome da situação na disputa. A oposição deve concorrer com Antônio Carlos Mantuano, derrotado por Bebeto na última eleição.