Com apenas três jogos à frente do Fluminense, René Simões conseguiu pôr fim a um jejum de sete partidas sem vitória e somou sete dos nove pontos disputados. Desempenho suficiente para deixar o clube a dois pontos da zona de rebaixamento e gerar um boa imagem em seus comandados.
Todos os atletas destacam a conversa do novo técnico como fundamental para deixar o time mais ‘vivo’ na luta para não voltar à Série B. O zagueiro Roger, um dos mais experientes, elogia o treinador principalmente por ter começado seus trabalhos concentrando o elenco por duas semanas longe da capital carioca.
“O René aproveitou muito bem os dois períodos de treinos que fizemos fora do Rio (Itu e Saquarema). Ele conseguiu rapidamente identificar qual era a nossa carência e resolveu os problemas com muito trabalho e diálogo”, enalteceu o defensor, vetado para o jogo desta quinta-feira contra o Figueirense para se recuperar de uma hérnia de disco.
O discurso de Roger é o tom das declarações tricolores desde a chegada de René, no início deste mês. Além do bate-papo, a capacidade tática do chefe também passou a ser ressaltada. Principalmente depois da vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras no Maracanã, quando o técnico pediu para que seus jogadores se “multiplicassem” e atuassem como se a equipe tivesse 22 em campo.
“Nosso time está mais equilibrado. Estamos jogando da mesma forma dentro e fora de casa. A equipe está compactada. Todos os setores estão ajustados. Defesa, meio-campo e ataque estão um perto do outro”, analisou Junior César, que fechou o triunfo de sábado ainda no primeiro tempo.
Apesar de tantas aprovações, René costuma dizer que “não é treinador de jogadores, é um treinador de pessoas”. E se impôs como missão resgatar alguns dos atletas que estavam em baixa quando desembarcou nas Laranjeiras. Um deles foi Fabinho, volante que voltou a ser titular e teve o nome gritado pelas arquibancadas no Maracanã.
O camisa 5, no entanto, prefere manter a humildade. “Senti uma felicidade muito grande ao ouvir os aplausos, mas sei que temos que estar preparados para tudo. O equilíbrio é importante. A equipe não vivia um bom momento, mas melhorou e encontrou um padrão tático. O importante é que o time está crescendo”, apontou Fabinho, que se auto-intitula um “soldado” em conversas com companheiros e amigos.