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Futebol

Joel Santana já dá sinais de desgaste no Flamengo

Arquivo Geral

09/08/2007 0h00

A chegada da delegação do Flamengo no Rio de Janeiro, após a derrota de 2 x 0 para o Atlético-PR em Curitiba, deixou visível o desgaste do técnico Joel Santana com a situação do time, que está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, com apenas 12 pontos conquistados. Apesar de a torcida dessa vez não ter aparecido no aeroporto para hostilizar o plantel, o comandante rubro-negro se mostrou muito preocupado por ainda não ter conseguido diagnosticar as causas do fracasso.

“Tem que ter mais tudo. Mais trabalho, mais empenho, mais conversa. Temos que tomar alguma decisão, pois não andamos nada desde que eu cheguei. Não conseguimos evoluir. Por isso que vou conversar muito com esse grupo, pois a minha preocupação neste momento é contar com o apoio do torcedor, já que teremos jogos no Rio de Janeiro. Tudo o que for preciso será feito”, promete Joel.

Fazendo uma comparação com o seu trabalho em 2005, quando assumiu o Flamengo faltando nove rodadas para o fim do Brasileirão e livrou a equipe do rebaixamento, o treinador revelou considerar a tarefa agora mais complicada, pois o começo não está sendo vitorioso.

“Que desespero? Faltando 20 e poucos jogos, vamos desesperar agora? Claro que não. Vamos é encarar a situação de frente e tentar solucionar. Em 2005, faltavam nove jogos e agora faltam mais de 20. Mas estou mais preocupado agora, pois estou estreando com duas derrotas. Antes, a minha estréia teve um empate e uma vitória”, lembrou Joel Santana.

O treinador pediu o apoio dos torcedores do Flamengo. Para ele, a seqüência de partidas em casa no Campeonato Brasileiro será determinante para livrar o Rubro-Negro das últimas colocações. Dos próximos sete jogos da equipe no Brasileirão, seis serão no Maracanã, diante de Náutico, Fluminense, Juventude, Goiás, Botafogo e Sport, nesta ordem, além de um a partida contra o Palmeiras, em São Paulo.

“Esses jogos serão fundamentais para o Flamengo, pois teremos pela frente adversários fortes. Mas a maioria é na nossa casa e temos que fazer prevalecer o mando de campo. Só vamos conseguir deixar a parte de baixo da tabela com uma seqüência positiva de resultados”, finalizou o comandante.

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