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Futebol

Jejum fora do G4 vira passado, mas estigma de ”G-Santos” incomoda

Arquivo Geral

09/12/2015 8h15

Nos últimos anos, o torcedor santista se acostumou a comemorar títulos. Foram sete finais seguidas no Campeonato Paulista – com quatro títulos – uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-americana e uma Libertadores da América. Mas, na competição por pontos corridos, desde 2008 a equipe esbarra na barreira do 7º lugar, posição que terminou este ano e também encerrou a campanha da edição de 2013. Ano passado, o time da Vila Belmiro foi 9º. Antes disso, 8º em 2012, 10º em 2011, 8º de novo em 2010, 12º em 2009 e, por fim, 15º em 2008.

Essa faixa da tabela em que o time se livra do descenso à Série B, mas também não briga por vaga na competição continental, muito menos para ser campeão, é que se apelidou de “G-Santos”, justificado pelo histórico recente do clube.

E isso tem afetado muito os planos de retornar à Libertadores da América. Em 2016, o Peixe irá para o quarto ano seguido em que poderá apenas secar seus rivais. Aliás, o sentimento ruim se maximizou em função do Trio de Ferro, como são conhecidos os grandes da Capital, estarem todos classificados. “O problema não é nem torcer contra, porque isso a gente faz em qualquer competição. Mas ficar de fora de novo é complicado”, disse um torcedor, também preferindo não se identificar.

“Estou aqui há cinco anos e o Santos, do meio para fim (do campeonato), se destaca. O que impossibilita chegar é o começo do campeonato. Isso foi colocado para eles, que era importantíssimo pegar uma gordura no início do campeonato. Era importantíssimo mudarmos essa história, mas, não conseguimos”, disse Marcelo Fernandes, antes de entregar o cargo para Dorival Júnior.

“O segundo turno é sempre mais complicado, porque as equipes já vão traçando seus objetivos e a gente tem que ir para todos os jogos como uma verdadeira decisão. Isso gera um desgaste muito maior. Não existe margem de erro”, explicou o atual técnico à época, pouco depois de tirar a equipe da zona de rebaixamento, lugar que o Santos frequentou por cinco rodadas.

O ponto positivo na campanha desta temporada é que Dorival Júnior conseguiu recolocar o Peixe dentro do G4. Depois de 187 rodadas, cinco anos e um recorde negativo entre clubes da Série A, o Santos assumiu o quarto lugar na 29ª rodada do Brasileiro, depois de uma vitória por 3 a 1 em cima do Fluminense, na Vila. A última entrada havia acontecido na longínqua 31ª rodada do nacional de 2010.

No fim, porém, os jogadores não suportaram o desgaste em função das finais da Copa do Brasil e, com muitos reservas, o time acabou perdendo pontos importantes e deixando o G4 após seis rodadas, encerrando, assim, o Campeonato Brasileiro sem superar o 7º lugar pelo oitavo ano seguido.

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