O Ituano tem 38 pontos, apenas quatro a mais que a Portuguesa, mas nem por isso o rival é menosprezado pela Rubro-verde. Na primeira parte do treino integral desta quarta-feira, no Canindé, o adversário do próximo sábado é tratado com respeito. Jogadores e o técnico Vágner Benazzi admitem que a equipe do interior pode complicar as coisas para a Lusa na luta direta para escapar do rebaixamento à Série C.
“É claro que agora qualquer jogo é difícil para a gente, mas desde que cheguei na Portuguesa, as partidas contra o Ituano são as mais difíceis”, afirmou o meia Cléber. No primeiro turno da Segundona, por exemplo, a Rubro-verde não saiu de um empate em 1 x 1 com o Galo, quando estava sob o comando de Luis Carlos Barbieri.
Antes do confronto com o Remo, Benazzi estabeleceu metas bem definidas na Lusa para escapar da degola. O treinador continua apostando nelas. Restam quatro partidas no Canindé e, tirando o duelo contra o Atlético-MG, todos os demais são com rivais diretos pelo objetivo de não ser rebaixado (Ituano, Vila Nova e Ceará).
“O Ituano é o time mais difícil desses quatro. É muito forte na marcação, trabalha bem a bola nos dois lados do campo. O meio-campo é bem tecnicamente e, para mim, é o que eles têm de melhor”, explicou Benazzi.
Durante o treino, o treinador não escondeu a preocupação com o rival. Parou diversas vezes a atividade para corrigir posicionamento, principalmente nas laterais. Na maioria das vezes, alertava os jogadores de maneira curiosa. “Lá eles jogam com 300, 350 pessoas em cima”, gritava. É uma referência à pífia média de público dos paulistas, a pior das Séries A e B, acostumados a jogar com estádio vazio.
“O torcedor no campo deles aparece muito pouco. Então eles têm paciência para trabalhar a bola. Nosso time não. A torcida fica em cima e nossos jogadores querem fazer a ligação com o ataque muito rápida. Se fizer isso contra o Ituano, pode complicar. E eles vão cadenciar o jogo logo no início”, ponderou.