O meia Kaká voltou a jogar pela seleção brasileira após onze meses e ganhou o rótulo de salvador na goleada por 4 a 0 sobre a Venezuela. Nesta quarta-feira, dia seguinte ao que marcou o seu ingresso na Calçada da Fama do Maracanã, ele não conteve o retrospecto negativo do país como mandante nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.
Com o terceiro empate por 0 a 0 seguido em casa, agora contra a Colômbia, a seleção já está há um ano sem marcar gols diante da sua torcida. Kaká demonstrou irritação com o desempenho. “Esta situação não é legal. O Brasil tinha que ter três pontos garantidos jogando em casa, até mesmo para acelerar nossa classificação para o Mundial”, reclamou o meia do Milan, que não esteve presente nos empates com Argentina e Bolívia.
Parte da torcida poupou Kaká de críticas no Maracanã, embora o melhor jogador do mundo de acordo com a Fifa fosse apático como seus companheiros. “Jogar em casa é uma responsabilidade muito grande e temos que gostar disso, mas estamos enfrentando dificuldades. Não gosto de ter o meu nome gritado em um jogo como esse”, discursou.
Rival de Kaká no futebol italiano, o meia Mancini defendeu a atuação da seleção brasileira. “Não fomos covardes. Criamos poucas jogadas, mas criamos. O trabalho está sendo feito. Esperamos melhorá-lo”, afirmou o jogador da Internazionale.