O São Paulo esteve na primeira final da Copa Libertadores entre dois clubes do mesmo país, o Beira-Rio também, mas o Internacional não. Enfrentando o Tricolor na briga pelo título continental de 2006, o Colorado se diz orgulhoso de fazer uma nova final brasileira.
“Os dois melhores clubes da competição estão nessa final”, classificou o técnico Abel Braga, que partilha essa opinião com o seu elenco. “É uma final brasileira porque essas foram as duas melhores equipes da Libertadores”, concordou o atacante Rafael Sóbis.
Para o meio-campista Tinga, a melhora de rendimento dos clubes brasileiros nos últimos anos da Libertadores se explica pela importância que a competição ganhou para o país. “Antes, os times brasileiros não ligavam tanto para esse torneio, mas hoje eles vêm se destacando”, opinou.
O que foi fundamental para mais de uma equipe nacional se destacar nas edições do mata-mata sul-americano foi uma mudança no regulamento. Antes, os clubes de um mesmo país eram obrigados a se enfrentar antes da decisão. “No final, tem que chegar os dois melhores, independente de eles serem do mesmo país”, contestou o atacante Fernandão.
O jogador ainda lembrou que a decisão entre São Paulo e Internacional serve para elevar o moral do torcedor brasileiro, que sofreu com a seleção na Copa do Mundo da Alemanha. “Isso é muito importante para o nosso futebol. As duas equipes do nosso país conseguiram chegar à final”, enalteceu.