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Futebol

Inter quer manter base campeã. Eller deseja ficar

Arquivo Geral

19/12/2006 0h00

Depois de fincar a bandeira colorada no lugar mais alto do mundo do futebol, o Internacional sabe que a missão em 2007 será ainda mais árdua, pois, além de ser o time a ser batido, terá ainda de conviver com o assédio do futebol europeu pelos jogadores que levaram o clube à grandiosa conquista no Japão.

Ciente das investidas do Milan por Alexandre Pato e de outros clubes europeus por Fernandão e Fabiano Eller, por exemplo, os dirigentes do Inter prometem resistir e manter o elenco campeão mundial no Beira-Rio. “O Inter não vai se desfazer desse tipo de gestão. Estamos preparados. Vamos manter o time para continuar dando alegrias à torcida colorada”, assegurou o presidente Fernando Carvalho, que deixará o cargo no último dia do ano.

Vitório Píffero, atual vice de Futebol e já eleito sucessor de Carvalho na presidência, garantiu a continuidade do trabalho da diretoria mais vencedora dos 97 anos de história do Internacional. Questionado sobre futuros reforços, Píffero deixou clara qual sua prioridade. "Estamos atentos ao mercado, mas primeiro precisamos tratar de renovar os contratos com os nossos jogadores, pois manter o grupo campeão do mundo já é uma conquista", argumentou.

Ao falar especificamente sobre o caso de Alexandre Pato, o mais cobiçado atleta durante a passagem do Inter pelo Japão, mostrou tranqüilidade. "O Pato assinou um novo vínculo conosco, de três anos, antes de ir para o Mundial. Acho difícil mantê-lo durante todo esse tempo, mas não temos só o Pato, e sim um trabalho forte na base que está dando frutos sem parar", completou o novo presidente, interrompendo momentaneamente a entrevista para assistir ao gol de Luiz Adriano contra o Al-Ahly, em uma das televisões colocadas no saguão do Aeroporto de Cumbica.

O trabalho da diretoria ganhou reconhecimento entre os jogadores. Clemer, figura de fundamental importância no êxito sobre o Barcelona, aprovou completamente a gestão de Fernando Carvalho e Vitório Píffero à frente do Colorado. "Os méritos são da diretoria, que vem trabalhando sério. Vamos ter mais trabalho pela frente no ano que vem. Vai ser difícil, mas podemos colher mais frutos", projetou, acompanhado de perto pelo volante Fabinho. "É bom saber que, em 2007, praticamente 100% desse time vai ser mantido. Esse é o primeiro passo para manter essas conquistas no ano que vem".

Se a intenção da direção é manter o grupo, o desejo dos jogadores é permanecer. Com empréstimo por vencer no próximo dia 31 de dezembro, o zagueiro Fabiano Eller, cujos direitos federativos estão presos ao Trabzonspor, da Turquia, não quer nem ouvir falar em uma possivel volta ao clube europeu. "Preciso resolver a situação rápido. Ano passado eles não me quiseram e, agora, espero que continuem não me querendo, pois eu também não quero voltar", sorriu.

Quem também está com vínculo por terminar é outro alicerce da sólida defesa colorada, Índio. Assim como Eller, o jogador ainda acertou sua permanência para a próxima temporada, mas não quer sair do Beira-Rio. "Estamos conversando para tentar acertar um novo vínculo, mas ainda não chegamos a um acordo. Espero acertar o mais rápido possível", concluiu o jogador, que é dono de seus direitos federativos.

Alheio às conversas entre direção e jogadores, o técnico Abel Braga, que renovou seu vínculo por mais um ano com o Colorado quando estava no Japão, falou rapidamente sobre seu planejamento. "Temos que voltar no dia 20 ou 21 e já começar a nos preparar para a Libertadores, pois um título como esse só vem depois de muito sacrifício".

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