O discurso no Beira-Rio, desde que acabou a Libertadores, foi sempre unânime: o Inter buscará o título brasileiro, distante da sala de troféus do Beira-Rio há mais de três décadas. Segundo avaliação de dirigentes e comissão técnica, disputar o Brasileirão a plenos pulmões dará ao time o entrosamento e o ritmo necessários para vencer o título de fim de ano em Abu Dhabi.
Entretanto, a busca pelo troféu nacional não será a qualquer custo. O Internacional admite preservar alguns jogadores que não estejam nas condições físicas ideais para não pôr em risco sua participação no Mundial. As demoradas e cuidadosas recuperações de Guiñazu, Giuliano e Alecsandro foram os primeiros exemplos. Na vitória contra o Vasco, o meia Tinga foi poupado.
O clube elaborou um estudo para detectar quais jogadores precisarão de mais descanso. Laterais, volantes e meias, por correrem muito durante as partidas, receberão cuidado redobrado, bem como jogadores que já passaram dos 30 anos. Além de Tinga, Kleber e Índio são outros dois que podem ser eventualmente preservados nas próximas rodadas. A ideia colorada é utilizar as alternativas do elenco para fazer do Campeonato Brasileiro um laboratório para os jogos no Oriente Médio.
O vice de futebol Fernando Carvalho confirmou a medida. “Estamos fazendo isso desde o início do campeonato. Agora, com o acúmulo de jogos, nos forçamos a poupar atletas, para não exauri-los. O Brasileirão é importante, claro, e por isso formamos um grupo competitivo. Mas nossa meta é o Mundial”, explicou o dirigente.
Com a vitória sobre o Vasco, neste domingo, o Inter chegou ao quarto lugar, com 38 pontos, seis a menos que o líder Corinthians. Até o Mundial, a equipe realizará mais 16 partidas.