Três dias se passaram desde a queda da invencibilidade palmeirense pós-Copa do Mundo, mas os efeitos da goleada sofrida para o Santos na Vila Belmiro (5 x 1) continuam fortes na Academia de Futebol.
Depois do treino desta quarta-feira, o volante Wendel, que admitiu ter enfrentado Figueirense e Santos com dores musculares, confessou que o resultado continua martelando sua cabeça.
“Verdadeiramente eu ainda não esqueci a goleada não e, às vezes, quando fecho os olhos fico pensando, meio chateado”, revelou. Questionado sobre possíveis efeitos no jogo de sábado, disparou: “Precisamos esquecer tudo isso e focar no São Caetano para sair com a vitória”.
Outro que ainda não digeriu o péssimo resultado da Vila Belmiro é o goleiro Diego Cavalieri. O atleta, que continuará na meta alviverde contra o Azulão, surpreendeu ao revelar que passou a noite pós-jogo em claro.
“Não teve noite. Fui dormir às 7 da manhã, pois os lances da partida ficaram passando na minha cabeça. Fiquei com um sentimento de frustração, pois sei do potencial do nosso time e não poderia ter acontecido aquilo tudo”, discursou.
O camisa um mostrou sintonia com o pensamento do volante Wendel e também receitou tranqüilidade para que os efeitos do “Tsunami santista” não invadam o Parque Antártica na noite de sábado.
“Sabemos da força que o grupo tem e não é por causa desse jogo que tudo vai acabar ou que ninguém presta mais. Temos que compreender que não ficaríamos o campeonato todo invictos e focar nossas forças para conseguir a recuperação contra o São Caetano, pois no futebol tudo é muito rápido e essa é a chance da equipe se recuperar”, concluiu.
Pressão da torcida não assusta
Os 20 mil ingressos de arquibancada disponibilizados para o duelo contra o São Caetano já estão nas mãos da torcida do Palmeiras, e os outros cinco mil (cadeiras especiais) que não fazem parte da promoção da Nestlé devem ser adquiridos pelos torcedores “comuns” do Verdão, dando a certeza de casa cheia para a partida de sábado.
Reencontrar a torcida depois da goleada sofrida para o Santos e da reaproximação com a zona de rebaixamento não parece motivo de preocupação para os jogadores do Verdão. A possível pressão que poderá vir da arquibancada não assusta.
“Aqui a gente vive sob pressão, pois representamos uma nação que é apaixonada pelo Palmeiras. Sabemos que se o time ganhar e der espetáculo é melhor para a torcida, mas em um campeonato tão difícil quanto o Brasileiro nem sempre isso é possível”, avisou o goleiro Diego Cavalieri.
Para o camisa um, o adversário do ABC promete endurecer a tarefa palmeirense, e o apoio da nação verde será fundamental para a recuperação da equipe. “O jogo contra o São Caetano é sempre complicado, mas espero o apoio da torcida para que consigamos sair com uma vitória”.
Econômico nas palavras, o volante Wendel também aproveitou a oportunidade para pedir o apoio dos torcedores no sábado. “Precisamos da vitória e sabemos da importância da torcida. Acredito que eles irão nos apoiar desde o início, pois sabem do esforço que estamos fazendo para recuperar a equipe. Estamos devendo uma boa apresentação e vamos buscá-la contra o São Caetano”, prometeu.