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Futebol

Início da caminhada

Arquivo Geral

06/02/2013 9h17

Vicente Melo

vicente.melo@jornaldebrasilia.com.br

 

Os tempos mudaram na seleção brasileira. Luiz Felipe Scolari também. E após quase dez anos, o binômio que conquistou o pentacampeonato mundial na Coreia do Sul e no Japão, em 2002, volta a se encontrar em campo. Hoje, será dia de as lembranças tomarem conta quando o treinador estiver à beira do gramado do Estádio de Wembley, em Londres, para comandar o escrete canarinho no amistoso contra a Inglaterra, às 17h30.

 

De lá para cá, o Brasil vitorioso e dominante ficou no passado. De líder do ranking da Fifa, caiu para o modesto 18º lugar. De referência, passou a coadjuvante. Do time pronto que era há uma década, pouco restou. E é para recuperar tudo isso que Felipão retornou para a seleção brasileira.

 

Transição semelhante

O cenário é similar ao de junho de 2001, quando a equipe nacional passava por um momento de transição. Agora em 2013, a tarefa será até mais árdua para o comandante. Afinal, a obrigação de o Brasil conquistar a Copa do Mundo em casa é muito maior que há 11 anos, como o próprio técnico frisou. Mas este desafio é encarado de peito aberto pelo comandante. Se repetir o que fez há dez anos, o caminho vitorioso estará pavimentado. O que todos esperam é que os percalços nesta caminhada sejam até menores do que na passagem anterior.

 

O início de trabalho foi bastante turbulento. Nos dez primeiros jogos, foram cinco vitórias e cinco derrotas, contando aí cinco partidas das Eliminatórias para o Mundial de 2002, um amistoso e quatro jogos da Copa América de 2001. No torneio continental, Felipão viu a seleção ser eliminada nas quartas de final pela inexpressiva Honduras.

 

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, o caminho tortuoso ficou espinhento com derrotas para Argentina e Bolívia, mas a vaga foi conquistada na última rodada. O triunfo por 3 x 0 sobre a fraca Venezuela foi o ponto de partida para a arrancada rumo ao penta, com os dois gols de Ronaldo na decisão contra a Alemanha.

 

Sequência positiva

Nas 13 partidas seguintes até o título mundial, foram 12 vitórias e apenas um empate com Portugal, antes da Copa. Destes triunfos, nove foram consecutivos e culminaram na inesquecível cena de Cafu levantando a Taça do Mundo.

 

Hoje, a caminhada da nova geração da seleção, comandada por Neymar, começa a ser trilhada. Que 2014 seja como 2002!

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