A conquista do título tem um preço. No caso do Palmeiras, campeão estadual de 2008, o preço é salgado e quem pagará a conta será o torcedor. O clube resolveu majorar em 100% os preços dos ingressos de arquibancada e o bilhete mais barato para acompanhar o time domingo, no Palestra Itália, contra o Internacional, custa R$ 40 (setor Visa sai a R$ 80 e cadeira coberta, a R$ 100).
Curto e grosso, o gerente de Futebol do clube, Toninho Cecílio, simplificou a majoração no preço dos ingressos. “Para manter o Palmeiras competitivo, houve a necessidade da majoração. Há custos muito elevados no futebol”, sintetizou.
Já um dos vice-presidentes do clube, Ebem Gualtieri, em entrevista para a Rádio Globo, foi um pouco mais didático ao falar sobre os preços aplicados para a competição nacional.
“O aumento não foi de 100%, pois, na verdade, a arquibancada custava R$ 30. O Palmeiras é que cobrava R$ 20”, argumentou. “O Brasileiro é um campeonato diferente, tem só um jogo por semana”, completou.
Questionado sobre o que acontecerá quando as rodadas passarem a ser disputadas às quartas e domingos (quando terminar a Copa do Brasil e a Libertadores), avisou: “Aí poderemos fazer algum tipo de promoção para os torcedores.”
Os jogadores do Verdão preferiram não se envolver na polêmica, mas deixaram claro que irão se esforçar ainda mais para recompensar o esforço dos torcedores que desembolsarem a vultuosa quantia para acompanhar de perto o futebol da equipe no Brasileirão.
“Esse é um ingrediente a mais para nos esforçarmos e buscarmos a vitória. Ficou salgado e é mais um motivo para nos doarmos ao máximo”, opinou Leandro. “Prefiro não falar sobre essas coisas, mas acredito que não influenciará na cobrança em cima de nós”, emendou Élder Granja.