Após pedido das autoridades norte-americanas, a Interpol incluiu em sua lista de procurados seis indiciados por corrupção no futebol que ainda não estão presos. São dois ex-oficiais da Fifa e quatro executivos acusados de extorsão e conspiração.
O ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, e o ex-presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, estão entre os procurados. Além deles, o brasileiro José Margulies também aparece na lista junto aos argentinos Alejandro Burzaco, Hugo Jinkins e Mariano Jinkins.
Jack Warner e Nicolás Leoz eram homens-forte na Fifa enquanto presidiam suas respectivas entidades continentais. Ambos se afastaram de seus cargos alegando problemas de saúde, ainda que paralelamente acusações de corrupção os pressionavam para deixar o cargo. Já os empresários são procurados por supostamente atuarem como intermediários ou mesmo protagonistas no pagamento de suborno a oficiais da Fifa.
Warner segue em Trinidad e Tobago, país onde é parlamentar. Leoz está internado em uma clínica no Paraguai desde a semana passada, mas já teve prisão domiciliar decretada pela Justiça local. O brasileiro José Margulies passa férias na Alemanha, onde pretendia assistir a final da Liga dos Campeões da Europa em Berlim, mas deve ser detido antes disso.
A Interpol informa estar à procura dos indiciados em ‘alerta vermelho’, que serve para informar aos países membros que uma ordem de prisão foi emitida pela Justiça. Assim pede a localização e detenção de pessoas procuradas, além de extradição ao país responsável pela investigação – neste caso, os Estados Unidos.
De qualquer forma, a Interpol não pode obrigar os países a deterem os procurados nem mesmo enviar oficiais para fazer as prisões. Apenas autoridades da nação em questão podem tomar as ações de forma legal.
