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Futebol

Igual a trocar de calcinha

Arquivo Geral

06/02/2013 9h27

Marcus Eduardo Pereira

marcus.eduardo@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Neste ano, o Campeonato Candango tem mostrado que se assemelha com os diversos estaduais do Brasil. Médias de público baixa (mesmo que neste ano os números mostrem um aumento considerável) e uma quantidade boa de gols, talvez mais por falhas defensivas.

 

Porém, uma estatística o torna peculiar: troca de treinadores nos clubes. Neste ano, cinco trocas de técnicos em somente três rodadas. A cada quatro dias, um treinador deixa o clube ou é demitido.

 

A última mudança foi no Brazlândia, onde Marcos Soares assumiu o lugar de Silvio de Jesus, em recuperação de cirurgia e sem previsão de retorno aos gramados.

 

O caso mais badalado foi o do treinador do Sobradinho, Branco. Com toda pompa de uma estrela,  Branco chegou à capital para começar uma revolução no futebol local, mas bastaram duas derrotas e um interesse do Guarani para o técnico desembarcar no Bugre e deixar o Leão na mão.

 

Para o lugar de Branco, a diretoria apostou em João Carlos Cavalo, que estava no Luziânia e também após resultados ruins nesta temporada, resolveu deixar o time que já comandava por mais de ano. “Eu encaro isso com normalidade. Você vive em busca dos resultados. Inclusive quando você não consegue alcançá-los, fica difícil de trabalhar e a mudança pode trazer uma melhora”, disse o treinador.

 

Planejamento zero

Falta de estrutura, despreparo da diretoria e dívidas também são fatores para o número de trocas de  profissionais. O Botafogo-DF é exemplo disso. Depois de uma  troca de proprietários, o time começou o campeonato com Edmilson Marçal no banco de reservas. Visto como um dos dirigentes da equipe, Edmilson negou o fato, garantindo ser somente um intermediário na venda do clube. “Eu jamais fui dirigente do Botafogo-DF”, afirmou.

 

Marçal não quis entrar em detalhes do porquê da passagem relâmpago. “O meu problema foi político. A minha saída após o jogo já estava prevista”, disse. Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, Elias Lima, presidente do time mais desestruturado, não foi encontrado. 

 

Duelo de times bem distintos

Na contramão dos técnicos nômades está Gauchinho, do Brasília. Há um ano e quatro meses no comando do time, ele é adepto dos projetos, como uma pré-temporada bem feita. “Começar em cima da hora é complicado. Claro que existe uma cobrança dentro dos projetos, mas o planejamento a longo prazo ajuda na hora de conquistar os resultados.”

 

Na abertura da quarta rodada, Brasília e Botafogo-DF se enfrentam hoje, às 20h30, no estádio Serejão. O treinador Gauchinho deverá repetir a escalação da equipe que venceu o Sobradinho por 4 x 2, mas isso, se algumas lesões deixarem. “Temos algumas dúvidas. Pedro Ayub, Siston e Breno devem fazer testes antes do jogo para saber se poderemos contar com eles”, disse o treinador invicto no torneio local.

 

Artilheiro em campo

Com quatro gols em três jogos, a jovem revelação Luquinhas tem presença garantida na partida de logo mais. Na outra ponta da tabela de seu grupo, está o Botafogo-DF. O clube ainda não venceu nesta temporada, retrato de uma gestão extremamente turbulenta. 

Detentor de todo o clube do Botafogo-DF e presidente do clube, Elias Lima, tem a missão de reestruturar o time famoso por não honrar com seus compromissos.

 

Parcerias

Para isso, a busca por parceiros tem sido constante, sendo que no banco de reservas um tem sido imprescindível para os jogadores. “O Humberto tem sido um desses parceiros. Para você ter noção, até suplementação alimentar ele conseguiu para nós”, afirmou o meia Maninho em relação ao técnico Humberto Nascimento.

 

Treinando a  30 km da capital, o veterano confia na nova diretoria. “Ainda não tenho nem um mês e por isso não posso falar nada sobre atraso. Eles estão procurando um novo local”, conta.

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