Contratado no início da temporada junto ao Juventude por indicação do técnico Emerson Leão, o atacante Enílton chegou de Caxias do Sul com a responsabilidade de ser o matador, o camisa nove há tanto tempo ausente na equipe palmeirense.
O inferno astral vivido pelo clube depois de um bom início no Paulistão, no entanto, prejudicou a caminhada de Enílton, que não repetiu o bom ano que apresentou no Juventude e marcou apenas nove gols no atual Campeonato Brasileiro, contra 17 da edição anterior.
Perto de se despedir do Verdão, Enílton assumiu sua parcela de culpa pela má campanha palmeirense na temporada. "Minha parcela de culpa é não ter feito tantos gols quanto a equipe precisava para sair com mais vitórias", discursou. "Fico decepcionado, pois achava que as coisas poderiam terminar de outra maneira", completou.
Questionado se 2006 é um ano que tem de ser apagado de sua memória, Enílton foi direto: "Não, pois tudo é válido e deve ser usado como aprendizado. Temos de pegar o que aconteceu como lição de vida para que no próximo ano, com muito trabalho, os erros não se repitam e a temporada caminhe melhor", concluiu.