O argentino Herrera tinha dez anos quando Marcelinho Carioca se transferiu para o Corinthians, em 1993. Aos 25, agora é ele quem está no Parque São Jorge. E, neste sábado, contra o Santo André, enfrentará justamente o único jogador que conhecia do clube brasileiro na infância.
“O Marcelinho é um dos maiores ídolos do time. Quando eu era mais novo, morando na Argentina, lia notícias sobre o Corinthians e ele estava lá. É muito querido pela torcida corintiana”, comentou Herrera.
No estádio Bruno José Daniel, como de costume, o nome do atacante será um dos mais gritados pelos corintianos antes da partida com o Santo André. A expectativa é que, na seqüência, um coro ecoe ainda mais alto das arquibancadas: “Uh, Marcelinho!”.
Na última vez que enfrentou o Corinthians, em 2 de outubro de 2005, pelo Brasiliense, Marcelinho foi ovacionado por torcedores no Pacaembu, que levaram faixas para homenagear aquele que elegeram o maior ídolo da história do clube. Os comandados do técnico Mano Menezes prevêem recepção semelhante no sábado.
“Será normal gritarem o nome do Marcelinho. Farão isso com certeza”, apostou o capitão William, que aprova o gesto. “A gente fica satisfeito ao ver esse reconhecimento. Independentemente de estar vestindo outros camisas, o torcedor lembra do que ele fez no Corinthians. Isso é importante”, acrescentou o zagueiro.
Poucos argentinos como Herrera, no entanto, saberão como foi o reencontro entre Corinthians e Marcelinho Carioca. “Já não sigo muito as noticias de lá. Mas falam mais sobre o que aconteceu com o Fluminense, perdendo a final da Libertadores, do que de outros clubes brasileiros”, afirmou o atacante.