"Uh, uh uh, Adriano Gabiru". Recepcionado como herói por cerca de 50 torcedores do Internacional na manhã desta terça-feira no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, o meio-campista Adriano Gabiru, autor do gol que garantiu ao Colorado o primeiro título Mundial de sua história, espera ter selado de vez a paz com todos aqueles que tanto o vaiaram durante o Campeonato Brasileiro e a Libertadores da América.
Criticado pela massa, o jogador deixou o banco de reservas aos 30 minutos do segundo tempo para substituir justamente o maior ídolo do clube, o capitão Fernandão. Seis minutos depois, recebeu passe de Iarley e tocou na saída do goleiro Valdés, para decretar a vitória e a entrada do Internacional no seleto grupo de campeões mundiais. Agora, o jogador quer paz.
"A torcida não ia muito com a minha cara não, mas acho que agora vai ficar tudo bem. Fui criticado, mas já passou. Trabalhei muito para conseguir esse título para a torcida do Inter, fui feliz, entrei e fiz o gol. Dei a volta por cima e agora é continuar o trabalho, pois é assim que se chega a algum lugar", discursou Gabiru, enquanto distribuia autógrafos e posava para fotos com os fãs.
O jogador frisou, no entanto, que não foi o único responsável pela vitória sobre o Barcelona. Adotando o já batido discurso do "quem venceu foi o conjunto", Gabiru repetiu o que já dissera ainda no gramado de Yokohama e dividiu os méritos do título com o grupo colorado. "O Abel me deu confiança e estou muito feliz, mas foi todo mundo que ganhou, não só o Adriano. O título é do Inter e de sua torcida", concluiu.