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Futebol

Henrique vira artilheiro e capitão, mas se recusa a ser maior astro

Arquivo Geral

15/02/2013 12h37

O artilheiro do Palmeiras em 2013 usa a faixa de capitão, passou a deixar a barba e mantém os cabelos alongados. Descrição que cabe a Barcos, mas que agora passa a ser só de Henrique. O zagueiro, porém, não quer se colocar como o maior astro da equipe, apesar de o centroavante estar no Grêmio e Valdivia raramente jogar.

 

“Não tem jogador principal aqui”, sentenciou o camisa 3. “Todos estão no mesmo nível, no mesmo patamar. Todos têm a mesma força e o mesmo valor. No nosso grupo não tem um cara que é mais ou é diferenciado. Todos se preparam de forma igual”, reforçou.

 

Mas a condição de Henrique é diferente. Em números, o jogador já fez quatro gols em oito partidas, passando à frente de Barcos e Márcio Araújo na lista de artilheiros no ano. Além disso, conta com um perfil de liderança até por sua história no clube, iniciada com o título paulista em 2008.

 

Gilson Kleina também valoriza a disposição do zagueiro que deixa sua posição para ser volante quando necessário e vira até atacante em momentos de sufoco. Não é à toa que ele virou capitão com a saída de Barcos para o Grêmio, definida na última sexta-feira.

 

Mas Henrique, seguindo a cartilha cobrada de quem usa a tarja no braço, valoriza seus colegas. “Independentemente de quem é capitão, todos têm a liberdade de falar e cobrar, e é isso que está acontecendo em campo”, comentou. “Muita coisa melhorou do ano passado. O espírito que temos agora é importante.”

 

É dessa forma que o zagueiro, agora também capitão e artilheiro, quer ver o Palmeiras diante do Corinthians, no Pacaembu, no domingo, pelo Campeonato Paulista. “Estamos em uma crescente e esperamos fazer um bom jogo no domingo”, discursou Henrique.

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