Depois de seis anos longe da seleção brasileira, o goleiro Hélton, do Porto (Portugal), voltou a ser lembrado para vestir a camisa verde-amarela. Convocado pelo treinador Dunga para os amistosos contra Kuwait e Equador, nos dias 7 e 10 de outubro, respectivamente, o jogador comemorou bastante a nova chance recebida.
A convocação da tarde desta quinta-feira foi recebida pela família, que tratou de avisar o goleiro, que estava dentro do ônibus do Porto que seguia para a concentração da partida de sexta-feira, contra o Beira-Mar, no Estádio do Dragão. O goleiro disse que ficou surpreso com a chamada e revelou que acreditava na lembrança de Dunga, mas não sabia que seria neste momento.
“O Jorginho me viu num jogo em que quase não trabalhei, contra o Estrela Amadora. Achava que estava fora. Só que sei que vinha fazendo um bom trabalho há quatro anos”, analisou. “Além disso, fui eleito este ano o melhor de minha posição e no ano passado estive em segundo lugar defendendo um clube menor, o União de Leiria. Foi tudo um somatório”.
Pela seleção brasileira, Hélton ficou marcado após a perda da medalha de ouro em Sidney, em 2000. Entretanto, o atleta sempre acreditou que aquele grupo não estava fora de questão. “Claro que não ficou ninguém queimado. Ronaldinho Gaúcho e Lúcio estavam naquele grupo e foram campeões do mundo dois anos depois. Sei que foi muito ruim, mas um dia eu ia voltar. Foi muito duro ver a Copa de casa. Só que agora estou dentro e vou dar a minha contribuição. Se o Dunga quiser, estarei pronto. Minha alegria é de criança”, finalizou.