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Futebol

Há 33 anos, Leão participou de boicote à imprensa

Arquivo Geral

19/10/2006 0h00

O técnico Emerson Leão afirmou que não participou da decisão dos atletas corintianos de ignorar a imprensa por tempo indeterminado, mas os alertou que aquela seria “uma atitude que deve ser feita com união, pois todos que assinaram têm a mesma responsabilidade”. O comentário foi feito baseado em uma experiência própria do treinador, que participou de um boicote semelhante na época em que era jogador.

Leão era o goleiro titular da seleção brasileira que excursionou pela Europa em 1973 e foi apontado como um dos mentores do “Manifesto de Glasgow”, que comunicou a decisão dos atletas de não dar entrevistas por estarem descontentes com as notícias que vinham sendo veiculadas no Brasil.

“Disseram que, em um dos nossos dias de folga, fomos a uma praia de nudismo. Eu era garotão, e pela experiência cultural que esse tipo de passeio poderia me trazer, eu até que gostaria de ter ido à tal praia, mais infelizmente não aconteceu”, explicou, sorrindo, o treinador. “As esposas dos jogadores que eram casados ligaram reclamando, xingando seus maridos e dizendo que iriam pedir o divórcio”, continuou.

Segundo Leão, houve uma deturpação dos fatos. “O que aconteceu é que estávamos em um passeio de barco, inclusive com jornalistas presentes, e cruzamos com um veleiro em que havia um casal nu”, disse. “Alguns jornalistas até se esforçaram para conseguir ver o homem nu”, provocou, com sua tradicional ironia.

E é por ter sentido na pele as conseqüências do ato que Leão alertou seus comandados a seguirem unidos na decisão. “Me taxaram como um dos líderes do Manifesto, mas teve muito jogador que assinou e depois tirou o corpo fora e outros que nem estavam na reunião e mantiveram a palavra. Sei o quanto uma manifestação deste tipo é prejudicial para o atleta, pois, quando voltei, meu treinador no Palmeiras me colocou no banco”, lembra.

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