O Guarani vai recorrer da decisão da Fifa de tirar três pontos da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro. O clube acabou punido por uma negociação frustrada do lateral-esquerdo Gílson para o Samsunspor Külübü, da Turquia, em 2004. A estratégia do Bugre é não pagar sequer a multa imposta, alegando se tratar de uma gestão passada.
Até a próxima segunda-feira, o advogado Paulo Rogério Amorety embarca à Europa, onde pagará 500 francos suíços (cerca de R$ 900,00) para entrar com um recurso no Tribunal Arbitral de Esportes em Lausanne, na Suíça. O clube campineiro também vai questionar os US$ 9 mil de multa exigidos pela Fifa como indenização aos turcos.
Enquanto o Guarani tenta se reestruturar junto à Fifa – a CBF ainda não reconhece a punição -, Gílson garante que não envolvimento direto com o caso e culpa a diretoria passada do clube pelo “sumiço” da multa rescisória. O lateral-esquerdo se recupera de uma cirurgia no joelho em Campinas.
“Eles descontaram esse dinheiro alegando que precisavam pagar a outra equipe. Além disso, não me pagaram nada e ainda não recolheram o FGTS das temporadas de 2002, 2003 e 2005. Quero fazer um acordo, mas vou procurar a Justiça se isso acontecer rapidamente”, assegurou o jogador.
O Guarani devia cerca de R$ 61.924,45 para Gílson e o jogador acabou acertando a sua rescisão contratual em troca da dívida. Mesmo assim, o clube ainda descontou do bolo os R$ 10.500,00 que serviriam para indenizar o Samsunspor, com quem o lateral-esquerdo tinha assinado um pré-contrato.