Uma partida. Dois tempos diferentes. O domínio do Vitória na primeira etapa, e do Guarani na segunda, refletiu o empate por 1 a 1 entre as duas equipes nesta quinta-feira, em confronto realizado no estádio do Barradão, em Salvador, e válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Júnior, na primeira parte do jogo, abriu o marcador para os mandantes. Mas, Rômulo, aos 30 da segunda etapa, decretou a igualdade e a excelente reação bugrina no duelo.
O resultado de empate manteve as duas equipes na zona intermediária da classificação, a qual corresponde às vagas à Copa Sul-americana. O Vitória alcançou os 21 pontos e terminará a 16ª rodada da Série A na 11ª colocação. Por sua vez, o Guarani segurou o 14º posto ao somar seu 20º na elite nacional.
Depois do tropeço em pleno estádio do Barradão, o Vitória volta a campo para enfrentar o melhor mandante deste Campeonato Brasileiro, fora de casa. No domingo, a partir das 16 horas (de Brasília), a equipe de Toninho Cecílio encara o Corinthians, vice-líder, no estádio do Pacaembu.
Por sua vez, o Guarani tentará encerrar a sequência de três jogos sem vitória contra o Flamengo. Também no domingo, às 16 horas, o Bugre recebe no estádio Brinco de Ouro da Princesa o rubro-negro carioca, atual campeão da Série A.
O jogo – As duas equipes entraram em campo contrastando em suas formações. Mandante da partida, o Vitória apostou na força ofensiva para bater o rival e foi armado com três atacantes (Elkesson, Henrique e Junior) pelo técnico Toninho Cecílio. Em contrapartida, Vagner Mancini optou por uma formação muito mais cautelosa, com quatro volantes (Renan, Preto, Paulo Roberto, Baiano), um meia (Mário Lúcio) e apenas Ricardo Xavier isolado no ataque.
A postura mais ofensiva do Vitória fez o início de confronto ter a iniciativa de apenas uma equipe. No entanto, a barreira defensiva bugrina impedia o rubro-negro baiano de fazer o goleiro Emerson trabalhar. As opções pelas alas com Eduardo, pela direita, e Egídio, pela esquerda, bem neutralizadas, minaram a melhor alternativa ofensiva dos mandantes.
Entretanto, uma pequena falha da defesa campineira fez a diferença. Logo aos 12 minutos, o centroavante Junior recebeu de costas para o gol de Emerson, girou para a perna esquerda e chutou com precisão para abrir o marcador. Principal homem ofensivo rubro-negro, o atacante teve grande espaço para pensar a jogada e executar a finalização perfeita.
O gol não mudou a postura do Guarani. O Vitória, à frente no marcador, seguiu no campo de ataque adversário e criando boas oportunidades. Aos 25 minutos, o meio-campista Bida soltou a bomba e obrigou Emerson a fazer uma grande defesa, evitando um prejuízo ainda maior para o Bugre na primeira etapa.
O Guarani assustou apenas nos minutos finais. Aos 42 minutos, Ricardo Xavier recebeu dentro da área e fez o colombiano Viáfara trabalhar. Logo sem seguida, o experiente Baiano teve grande chance, mas desperdiçou ao cabecear por cima da trave do goleiro da equipe soteropolitano.
Para mudar o cenário da partida, o Guarani fez duas alterações logo depois do intervalo. Os atacante Rômulo e Geovane entraram nas vagas do volante Preto e do apagado Ricardo Xavier. A postura bugrina tornou-se mais ofensiva; contudo, o Vitória seguiu melhor no início do segundo tempo e quase ampliou seis minutos, quando Emerson impediu o gol de Elkeson.
A armação implantada por Vagner Mancini passou a dar o resultado esperado pelo Guarani. A melhor oportunidade dos paulistas para empatar ocorreu aos 18 minutos. Após cruzamento de Mario Lúcio, o zagueiro Alisson cabeceou e viu o meia Renato salvar o Vitória sobre a linha do gol.
A melhor atuação do Guarani mudou completamente a história do confronto. Aos 30 minutos, Diogo recebeu na área e viu seu chute ser bloqueado pelo zagueiro Reniê. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, seguro, não teve dúvidas e apontou a marca do pênalti, além de expusar o defensor do Vitória, que recebeu o segundo cartão amarelo com a infração.
Na cobrança da penalidade, o atacante Rômulo cobrou rasteiro, no meio do gol, e conseguiu superar Viáfara. Gol que premiou a postura mais ousada do Guarani na segunda etapa e trouxe o domínio do confronto para os visitantes. Entretanto, o resultado se manteve até o apito final, o qual foi executado poucos instantes depois de Fabão ser expulso.