O medo é um sentimento que permeia o mundo do futebol. O maior deles é pela derrota, pelo fracasso. O Grêmio de Renato Gaúcho quer ser diferente na Libertadores. Na primeira rodada da fase de grupos, o time pensa em atacar muito contra o Oriente Petrolero, no Olímpico. Uma formação ofensiva como há muito tempo não aparecia será vista a partir das 19h45 (de Brasília).
Renato Gaúcho é destemível, não se omite de arriscar. Campeão do torneio em 1983, pelo clube gaúcho, o treinador tem tudo a seu favor nesta quinta-feira. Ele é ídolo da torcida, recebeu os reforços que pediu e estará em casa.
Nada parecido com a ‘Batalha de La Plata’, em 1983, quando vestindo a camisa 7, ele marcou um dos gols no empate por 3 a 3 do Estudiantes, em um jogo cujos gremistas apanharam dos adversários, da torcida e foram ameçados de morte. Eram outros tempos e quem viveu aquilo não tem o que temer.
“É um ganho muito grande para mim, porque eu ajudei a conquistar em 1983 a primeira Libertadores pelo clube, disputei outras, tive o prazer de trabalhar no Fluminense chegando a uma final, como treinador, e a experiência foi muito grande. Eu tive o prazer de jogar e treinar na Libertadores, isso é importante para passar para os jogadores”, comentou o técnico tricolor.
O Grêmio entrará em campo de peito aberto, tendo no ataque e na pressão ao adversário a sua melhor defesa. Tentará na base do talento, do toque de bola e da velocidade iniciar na ponta do Grupo 2, que ainda conta com o León de Huánuco (Peru) e o Junior de Barranquilla (Colômbia). Renato Gaúcho colocará em campo um time com dois homens-gols, André Lima e Borges, três meias, Lúcio, Carlos Alberto e Douglas, e um volante, que não é quebrador de bola, Fabio Rochemback.
O clube não vence um título de primeira grandeza fora do Rio Grande do Sul desde 2001, quando levantou a taça da Copa do Brasil. A pressão pela conquista de troféus mais importantes existe e ela começa pelos próprios jogadores.
“Sabemos da grandeza do Grêmio, vive de resultados, de conquista, estamos procurando trazer essas conquistas e nada melhor que uma Libertadores. Nos cobramos pela falta de títulos também”, contou o goleiro Victor.
Líder do Campeonato Boliviano, o Oriente Petrolero chegou sem alarde, mas reforçado. Recuperados de lesões, o atacante Salcedo e meia Vaca irão disputar a partida, em um jogo em que o medo não foi convidado. Já Arce, ex-Corinthians, está confirmado no comando do ataque.
GRÊMIO X ORIENTE PETROLERO
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: 17 de fevereiro de 2011, quinta-feira
Horário: 19h45 (de Brasília)
Árbitro: Líber Prudente (Uruguai)
Assistentes: William Casavieja e Carlos Pastorino (ambos do Uruguai)
GRÊMIO: Victor; Gabriel, Paulão, Rodolfo e Gilson; Fábio Rochemback, Carlos Alberto, Lúcio e Douglas; Borges e André Lima
Técnico: Renato Gaúcho
ORIENTE PETROLERO: Hugo Suárez; Miguel Hoyos, Alejando Caamaño, Alejandro Schiapparelli e Luis Gutiérrez; Diego Terrazas, Fernando Saucedo, Jhasmani Campos e Joselito Vaca; Mauricio Saucedo e Juan Carlos Arce
Técnico: Cuffaro Russo