Um Olímpico lotado. Quarenta mil pessoas incentivando. Esses são os motivos que fazem o Grêmio ter apreciado o empate por 2 a 2 com o Liverpool, na partida de ida da pré-Libertadores. Os gols permitem que o 0 a 0 e o 1 a 1 classifiquem os gaúchos para a fase de grupo da competição.
“Lá será de outra forma e passaremos para a outra fase”, garantiu um convicto Douglas.
O estádio tricolor é o principal aliado, pois se o futebol apresentado em Montevidéu for repetido em Porto Alegre, a torcida precisará incentivar muito para ganhar no grito. Sem conseguir criar jogadas, no geral, o Grêmio foi inferior ao pouco conhecido rival uruguaio.
“As condições do campo eram horríveis. Não tinha condições de fazermos o nosso jogo e trabalhar a bola no chão. Não foi um resultado ruim. Temos condições de vencer em casa”, opinou o lateral Gabriel.
Os dois times não demonstraram muita qualidade no ralo gamado do Centenário. Os quatro gols saíram de bola parada, com o Tricolor ficando na frente no placar em duas oportunidades. Os uruguaios foram mais incisivos, sobretudo no segundo tempo.
“Foi um jogo de chutão e muita bola parada. Não foi para trabalhar a bola. Vamos trabalhar bem e vamos fazer um grande resultado”, analisou o zagueiro Rafael Marques.
O futebol pouco técnico apresentado na capital uruguaia contaminou, inclusive, o goleiro Victor. Em um raro erro, o goleiro falhou no primeiro gol do Liverpool, ao ser encoberto em cobrança de falta da intermediária. “Eu estava um pouco adiantado. A bola estava longe. Acabei errando”, comentou o camisa 1.