Estava tudo muito bom, tudo muito bem, mas foi só o polêmico secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, abrir a boca para falar sobre o jogo de abertura da Copa das Confederações que surgiu mais uma costumeira alfinetada. O dirigente agradeceu aos céus pelo fato de não haver mais jogos da Copa das Confederações no Estádio Nacional Mané Garrincha.
O palco da vitória brasileira sobre o Japão por 3 x 0 foi duramente criticada pelo francês. Segundo Valcke, o gramado da arena candanga está muito aquém dos padrões estabelecidos da Fifa.
“Podemos agradecer por ter só um jogo em Brasília, porque a qualidade do gramado tem que ser melhorada, mas vamos trabalhar nisso até a Copa”, disparou Valcke em entrevista ao site da Fifa.
De fato, antes de o jogo começar, funcionários entraram no gramado para tampar buracos. As duas pequenas áreas estavam com pouca grama. Piorou depois da festa da abertura da competição, que aconteceu uma hora e meia antes da partida e tirou a “maquiagem” que havia sido feita para que o campo parecesse melhor.
Alto custo
A implantação do gramado custou quase R$ 6 milhões aos cofres do GDF, aliado aos custos de instalção dos sistemas de drenagem, irrigação, além da manutenção do tapete verde em uma fazenda em Sergipe. Devido a atrasos, o gramado não “pegou” no Mané.
Uma determinação da Fifa é que a grama deveria ser plantada diretamente no solo da arena. Entretanto, o gramado que veio do Nordeste em rolos só foi implantado em 27 de abril. O primeiro jogo no local foi em 18 de maio, quando o Brasiliense se sagrou campeão candango sobre o Brasília.
Caso a grama seja plantada para os jogos da Copa do Mundo, o GDF terá um gasto extra. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o valor seria de R$ 4,5 milhões.
Até Felipão cornetou
O técnico Luiz Felipe Scolari declarou, após a vitória brasileira, que o campo que a seleção usou para treinar durante a preparação na cidade, do Centro de Capacitação (Cecap) do Corpo de Bombeiros, estava melhor do que o do Mané Garrincha.
Torcida elogiada
Um ponto positivo visto pelo ácido secretário da Fifa, foi a torcida brasileira presente nos estádios. “Foi exatamente como experimentamos na partida entre Brasil e Inglaterra, no Maracanã. Quando o Brasil faz gol, quando vence, o estádio tem uma vibração maravilhosa, incrível”, disse Valcke.
Na Copa de 2014 o campo receberá sete partidas, entre elas uma do Brasil na primeira fase.