O jogo desta quarta-feira, contra a Portuguesa, será apenas o terceiro do Palmeiras dentro do Palestra Itália na atual temporada. Até agora, o time acumula um empate (1 a 1 contra o Rio Preto) e uma vitória (2 a 1, de virada, sobre a Ponte Preta).
O medo do “fantasma”, que chegou a assustar no tropeço contra o lanterna, não existe mais, mas um antigo adversário, que motivou o fechamento do estádio até fevereiro, continuará em cena no jogo contra a Lusa: o gramado.
Totalmente reformado após o término do último Campeonato Brasileiro, o campo do Palestra vai de mal a pior. Os buracos, aparentes na reabertura do estádio, foram cobertos por areia. E é justamente essa areia que está incomodando os principais artistas do espetáculo marcado para a noite desta quarta.
“O gramado está um pouco ruim sim, mas esperamos que não seja problema. Queremos superar o campo e conquistar a vitória”, comentou o zagueiro David, que fez uma grave constatação na seqüência.
“Está pior do que da última vez, quando jogamos contra a Ponte, com muita areia. A bola está subindo muito, pingando mais”, reclamou o jogador, que herdou a vaga aberta na defesa com a convocação de Henrique para a seleção brasileira.
Segunda novidade de Wanderley Luxemburgo para encarar a Lusa, o atacante Denílson, que será escalado na vaga de Kléber, suspenso por três partidas pelo TJD, também não se esquivou da polêmica sobre o gramado do Palestra Itália.
“Na verdade, não está da forma que a gente esperava. Depois de um tempo parado, achava que estaria melhor”, admitiu. “Mas não podemos nos deixar levar por isso, senão perdemos a concentração. Os mais prejudicados são os jogadores, mas a culpa não é nossa. Há outros responsáveis por isso”, disparou.
Tudo o que Denílson espera nesta quarta é que o dilúvio que castigou São Paulo na noite do jogo contra a Ponte Preta, no último dia 12 de março, não caia novamente quando a bola começar a rolar diante da Lusa. “Temos que esperar que, contra a Portuguesa, pelo menos faça um tempo legal”, concluiu.