A ministra da Saúde, Juventude e Esportes francesa, Roselyne Bachelout, reclamou das vaias ao hino do país pela torcida da Tunísia antes do amistoso entre as duas seleções, disputado na terça em Saint-Denis.
Segundo a ministra, os jogadores abandonarão o gramado caso “A Marselhesa” volte a ser vaiada. Além disso, os membros do Governo sairão do estádio e a França não enfrentará o país em questão por um tempo ainda a ser determinado.
Bachelot fez este anúncio após ter sido recebida no Palácio do Eliseu pelo presidente, Nicolas Sarkozy, que também se reuniu com o presidente da federação francesa, Jean-Pierre Escalettes.
Não é a primeira vez que o hino francês é vaiado, mesmo no Stade de France, quando a equipe da casa enfrenta uma ex-colônia norte-africana.
Em outubro de 2001, milhares de emigrantes argelinos que assistiam ao primeiro jogo entre seu país e a França vaiaram o hino da antiga metrópole.
O jogo, realizado com o propósito de aproximar as duas nações, não terminou porque centenas de torcedores invadiram o gramado a poucos minutos do fim da partida.
No ano seguinte, o hino voltou a ser vaiado na final da Copa da França, entre Bastia e Lorient. A reação foi interpretada como uma rejeição ao centralismo de Paris.
Em novembro do ano passado, foi a vez de os marroquinos vaiarem durante outro amistoso.