O soco desferido no rosto do árbitro Juliano Basália Pereira na partida entre Presidente Prudente e Assisense, pela Série B paulista, rendeu ao goleiro reserva Willian a suspensão por 90 dias. A medida foi aplicada nesta segunda-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol (TJD-FPF).
A agressão do jogador do Presidente Prudente foi incluída na súmula do jogo e enquadrada no artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), ou seja, refere-se a prática de agressão física contra árbitro, auxiliares ou qualquer outro participante de evento esportivo. O artigo prevê punição de 180 a 540 dias.
O caso de Willian, porém, foi bastante aliviado por brechas na lei. A punição inicial previa a pena mínima de 180 dias, mas o fato de ser amador reduziu a suspensão para 90 dias apenas. Isso porque, segundo o artigo 182 do próprio CBJD, atletas amadores poderão cumprir metade da pena apenas.
Além disso, o clube de Presidente Prudente foi punido em R$ 1 mil por não ter oferecido plena segurança para realização da partida. O artigo, porém, previa pena máxima de R$ 50 mil, além da possibilidade de ter o estádio interditado.
Já o presidente do clube Roque Nanci Grosso, o técnico José Elcio de Oliveira Diniz e o maqueiro Arthur Vinicius Marcelo, que ofenderam o árbitro após a partida e por isso foram incluídos no artigo 187 do CBJD, receberam a suspensão de 30 dias pelos incidentes.
< !-- /hotwords -- >