Foram oito gols marcados sobre a China e nenhum sofrido pelo goleiro Diego Alves. A arrasadora goleada sobre os asiáticos aliviou as críticas sofridas após a magra vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul, na última sexta-feira, mas “não trouxe todas as respostas” para o técnico Mano Menezes. Ainda com os pés no chão, o treinador procurou evitar a euforia para trabalhar com calma o lado técnico e psicológico de seus jogadores.
“Um jogo não é capaz de nos dar todas as respostas. É bom que se diga que isso não acontece nem quando a gente perde. Não vamos apressar a vitória em função do adversário. Com um pouco de coerência podemos equilibrar as coisas e obviamente encontrar facilidades. Outras vezes encontramos dificuldades e não sofremos muitos. Nem todo mundo joga bem em todas as suas partidas”, avaliou o comandante.
O técnico da Seleção também fez questão de avaliar o jogo coletivo que foi desempenhado por seus atletas no estádio do Arruda e destacou esta forma de entrar em campo como um dos principais trunfos de sua equipe. Com este pensamento, o treinador entende que as qualidades individuais dos seus principais jogadores voltarão a ser apresentadas com mais frequência nas partidas do time canarinho.
“Sempre enxergamos o futebol como algo coletivo e temos que aprender a nos proteger na convivência de grupo. Um vai ajudando o outro e todos passaremos por momentos mais difíceis. E nesse momento é bom olhar para o lado e ver alguém te apoiando. Com um grupo forte, as individualidades irão se sobressair, como no caso do Hulk e do Neymar nesta partida”, concluiu.