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Futebol

Golaço faz ABC respirar e pode tirar Portuguesa do G-4

Arquivo Geral

31/07/2009 0h00

ABC e Portuguesa entraram em campo nesta sexta-feira animados por suas vitórias na última rodada. Mas o fato de jogar em casa e ter um lateral esquerdo com um chute preciso fez os potiguares comemorarem a conquista de mais três pontos na Série B do Campeonato Brasileiro aplicando 1 a 0 nos paulistas, no Frasqueirão.


Aos 44 minutos do primeiro tempo, meia hora depois de Simão, da Lusa, e Bosco, do Alvinegro, terem sido expulsos por trocarem empurrões, Bruno Barros chutou de perna direita com precisão no ângulo. Gol que fez o estádio lotado explodir e garantiu melhor posição aos mandantes.


O resultado mantém a Portuguesa em terceiro lugar, com 27 pontos, mas o time pode ser superado por Vasco, Ceará ou Ponte Preta e deixar a zona de acesso para a primeira divisão. Já os nordestinos comemoram: terminam o dia subindo uma posição, em antepenúltimo lugar, agora com 14 pontos.


O jogo – Satisfeito com o desempenho na vitória por 3 a 1 sobre o Paraná na terça-feira, a primeira fora de casa na Série B, Flávio Lopes manteve a escalação que encerrou jejum de sete jogos sem triunfar. Já Paulo Bonamigo repetiu a formação que deu a virada sobre o Guarani no segundo tempo da partida na última rodada, com o volante Ygor na vaga de Erick. No meio-campo, Héverton, suspenso, deu lugar a Simão.


Apesar de mexer pouco, os paulistas entraram em campo com uma postura diferente. Ao contrário de Erick, que atuava como zagueiro, Ygor jogou à frente da defesa, tentando coibir a troca de passes dos potiguares, Jogando em casa, os alvinegros tentavam usar a força de sua torcida para fazer pressão nos visitantes.


A primeira consequência dos gritos das arquibancadas, porém, não foi tão benéfica. Ex-jogador do clube do Frasqueirão, o meia Simão, novidade da Lusa, ouvia xingamentos e vaias a cada vez que tocava na bola. Aos 13 minutos, protagonizou dividida com o lateral direito Bosco, ídolo do clube nordestino, e trocou empurrões. Após confusão contida pelos companheiros dos dois times, o árbitro resolveu expulsar a dupla.


Sem Bosco, os donos da casa perderam uma de suas principais armas no ataque, mas quem mais sofreu foi a equipe do Canindé. A ausência de Simão obrigou Fellype Gabriel a jogar mais recuado, deixando Edno isolado entre três zagueiros. Com isso, o duelo ficou restrito ao meio-campo, travado por uma sequência de passes errados dos dois times.


O único diferencial do morno confronto no primeiro minuto era a torcida local, que animava os atacantes Ivan e Ricardinho a tentarem impor sua velocidade junto com o lateral esquerdo Bruno Barros, que tentava poupar o desfalque de Bosco. Apoiados, os anfitriões até tentavam criar chances perigosas, mas eram sempre antecipados pela zaga ou pelo goleiro da Rubro-verde, Fábio. Bruno Barros até chegou a fazer um gol, mas estava impedido.


Com o tempo, os comandados de Paulo Bonamigo adiantaram a marcação e passaram a se aproximar da meta alvinegra aproveitando-se da série de faltas. Se não conseguia cumprir a missão que era de Simão antes da expulsão, Marco Antônio se destacava nos cruzamentos. Porém, quando a equipe paulista aumentava a ousadia, sofreu o baque.


Aos 44 minutos, Bruno Barros partiu pela esquerda, puxou a bola para o pé direito e fez um golaço batendo com precisão no ângulo esquerdo de Fábio. O goleiro da Portuguesa nada fez além de olhar as redes balançando e lamentar a confirmação do que Bonamigo queria evitar: sofrer o primeiro gol, aumentando a tarefa por ter de virar o jogo em um Frasqueirão lotado.


O ABC, penúltimo colocado da Segundona, não estava interessado em golear, tanto que Flávio Lopes voltou para o segundo tempo com Augusto Recife, volante marcador, no lugar de Rogério. Era a prova do que aconteceria nos próximos 45 minutos. Os potiguares blindaram sua defesa, impedindo tanto cruzamentos quanto arremates de fora da área da Lusa.


O técnico paulista tentou furar a retranca de todas as maneiras, colocando Tatá, Fernandinho e Rafael Silva, todos ofensivos, nas vagas do meia-atacante Fellype Gabriel e dos laterais César Prates e Anderson Paim. De nada adiantou. O goleiro Paulo Musse não tinha trabalho nem nas cobranças de faltas mais.


Neste panorama, quem esteve mais perto de balançar as redes eram os donos da casa, que tiveram um chute de Sandro raspando o ângulo de Fábio e só não ampliaram com o atacante Fábio Silva porque o arqueiro do Canindé fez linda defesa à queima-roupa. A Lusa ainda teve uma bola trave, chutada por Fernandinho aos 39 minutos, mas foi pouco. Natal tem festa alvinegra na noite desta sexta-feira.


No últimos minutos da partida, os jogadores da Portuguesa receberam uma série de cartões amarelos e, após o apito final, cercaram o árbitro. A reclamação foi tão efusiva que Marco Antônio, que já tinha amarelo, foi expulso.

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