O ex-técnico do Atlético Paranaense, Givanildo Oliveira, confirmou em entrevista à Rádio CBN o real motivo de sua saída do clube. O treinador deixou claro que o caso Dagoberto foi a real causa. O jogador entrou em conflito com Giva após ser vetado para a partida diante do Fortaleza. Mas a gota d’água foi outra ordem da diretoria mandando escalar o atacante contra o Vasco.
“Achei que ele estava me desrespeitando. Mas não só a mim, também ao Atlético, porque eu era o técnico do clube naquele momento. Contra o Fortaleza, não escalei o Dagoberto porque eu não quis, porque achei que ele não estava bem. Não trabalho com jogador que se comporta assim. Então afastei o Dagoberto numa conversa com o presidente, com o Marcos Teixeira (diretor de futebol), com os jogadores, com o roupeiro, com o massagista, com todo mundo. E todos aceitaram”, contou.
Na versão de Dagoberto, o técnico havia garantido sua escalação e teria sido pressionado pela diretoria, que não queria sua presença em campo como punição à recusa de uma renovação de contrato. Givanildo, entretanto, ficou ainda mais sentido quando as ordens foram mudadas. “Depois de oito dias queriam que eu o aceitasse de volta. Não posso aceitar um negócio desses. Tenho um nome a zelar. Minha moral está acima de tudo”, finalizou.