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Futebol

Gerente e ex-preparador, Omar culpa estresse e genética de Valdivia

Arquivo Geral

19/03/2013 10h33

A lesão na coxa direita diagnosticada na última sexta-feira e que vai tirar Valdivia dos campos por um mês foi a sua 13ª em menos de três anos nesta segunda passagem pelo Palmeiras. Preparador físico do meia no clube entre 2007 e 2008, Omar Feitosa diz que o problema é antigo. E hoje, como gerente de futebol, culpa também a situação da equipe e do próprio jogador, que há 12 dias quase foi agredido por torcedores em um aeroporto.

 

“Vou ser criticado, motivo de chacota, mas o que aconteceu com o Valdivia foi um acontecimento isolado. Sentiu o músculo, qualquer atleta poderia ter sentido. Coincidiu que foi o Valdivia. Neste momento que estamos vivendo, talvez o estresse tenha colaborado”, apontou Omar Feitosa em sua participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

 

O agora dirigente trabalhou como preparador com o chileno durante um ano e meio dos dois anos de passagem do camisa 10 pelo Verdão. E já tinha constatado dificuldades físicas. “Ele não tem geneticamente uma condição atlética e muscular muito boa, mas tem muito talento para jogar futebol. Na época, ele já apresentava alguns problemas, e era jovem. Não é nenhum garoto, necessita de certos cuidados porque protege, gira, se expõe ao contato físico. Faz com que se desgaste mais”, opinou.

 

De volta ao Palmeiras há menos de dois meses, Omar não encontrou o atleta desmotivado que diziam. De acordo com ele, a tristeza pela nova contusão nem tem como maior ponto o desfalque na seleção chilena, embora seu objetivo para o ano fosse voltar a ser convocado. “Ele está muito disposto a ajudar, ficou muito chateado. Não quero exagerar, mas senti ele até um pouco depressivo. Não por não ir à seleção, mas por não ajudar o Palmeiras.”

 

O dirigente assegura um trabalho até mais cuidadoso com o meia, que vinha de cinco jogos seguidos antes de se machucar, mesmo com o técnico Gilson Kleina reforçando que o planejamento de partidas para ele era especial. “Ele está sendo protegido, amparado, o departamento médico tem tido todos os cuidados para que ele desenvolva o melhor futebol. Tem que traçar o objetivo de número de partidas e estabelecer os jogos mais importantes, a partir do momento em que estiver mais atuante”, falou Omar Feitosa.

 

“Neste ano, a partir do momento em que cheguei, o Valdivia se mostrou muito predisposto a jogar bem, a colaborar e jogar em prol do time. Tem ambições pessoais que o mobilizam a fazer isso. Não acho que haja incompetência e não há nenhum problema específico com o Valdivia”, defendeu o gerente de futebol.

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