Apesar de ter ficado na frente duas vezes no placar, Geninho aprovou o empate por 3 a 3 com o Sport. O técnico só não gostou dos três gols que o Náutico sofreu, todos em jogadas de bola aérea. Para o ex-goleiro, deixar a defesa mais sólida é o último passo para tirar o time da lanterna do Brasileiro, além de impor coragem ao elenco.
“A equipe tem que entender que pode vencer. Não tem que ter medo”, cobrou o comandante, culpando sua retaguarda por ainda não ter vencido no Timbu – são três empates e uma derrota em quatro jogos. “Temos que ser mais eficientes na marcação da bola aérea. Se arrumarmos a cozinha, conseguiremos vencer”, previu.
No clássico na Ilha do Retiro, Fabiano, Dutra e Guto tiveram espaço para cabecear e marcar para os donos da casa. Apesar de admitir as dificuldades com uma série de desfalques na zaga, Geninho acredita que alguns dos lances que geraram os gols adversários poderiam ser evitados.
“Ficou um sentimentinho meio amargo na boca porque foram três gols da mesma maneira. E dá para marcar bem uma bola parada. Tivemos um erro muito grave. Não tínhamos zagueiros para no igualar ao Sport em altura, mas um gol foi em cruzamento à meia altura e outro foi uma linha de passe”, apontou, satisfeito, pelo menos, por ver coragem em seus comandados, que abriram o placar e fizeram 2 a 1 na casa do rival.
“A equipe já está arriscando, foi para cima do Sport o tempo todo. É assim que tem que ser. Não posso reclamar de uma equipes que faz cinco gols em dois jogos contra adversários como Botafogo e Sport. Só preciso de mais um tempo para arrumar ali atrás”, pediu.