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Futebol

Geninho é apresentado sob protestos da torcida do Galo

Arquivo Geral

11/12/2007 0h00

Projeto para ano do centenário, reforços, time do Atlético-MG? Nenhum desses assuntos foi a pauta principal do dia em Vespasiano, na apresentação oficial de Geninho como o novo treinador do Galo.

Seu nome é visto com ressalvas pela massa, revoltada com sua postura. No fim de 2002, o treinador chegou a acertar contrato com o Galo, mas voltou atrás para acertar contrato com o Corinthians, alegando que teria mais visibilidade trabalhando num “clube grande”.

“Foi uma saída meramente profissional, que não foi entendia por alguns. O tumulto aconteceu em cima de uma declaração do Alexandre Kalil (na época presidente do Conselho Deliberativo do Galo), que ficou bastante chateado com a minha saída. Agora, se eu tivesse feito uma má campanha no Atlético, todo mundo iria dar graças a Deus por eu ter ido embora. O fato de terem ficado chateados com a minha saída, talvez, tenha sido a maior prova que meu trabalho foi considerado bom. Alguns meses depois, o Alexandre teve um contato comigo e reconheceu que exagerou”, avaliou.

“O que eu disse na época é que eu estava saindo para um grande centro, onde eu teria, pelo fato da mídia de São Paulo ser muito grande, um reconhecimento profissional expandido. O que pesou também é que eu estava indo substituir o Parreira, que estava indo para a seleção, num time classificado para a Libertadores”, completou Geninho.

Não foi a primeira vez que Geninho ‘aprontou’ com os Alvinegros. Antes do acerto com Zetti e Leão, o nome do treinador foi procurado, mas nas duas vezes ele não aceitou sequer se reunir com os dirigentes do Galo para discutir o contrato. Ao que parece, entretanto, não ficaram rusgas do episódio.

“Eu nunca tive problema nenhum com a torcida do Galo. Muito pelo contrário. Ela sempre me apoiou. Tivemos um ano difícil em 2002, quando desmanchamos um time que tinha vários jogadores experientes e começamos um trabalho com uma garotada, que chegou às finais do campeonato e acabou eliminada pelo Corinthians. Revelamos naquele ano Mancini, Cicinho, Juninho, Paulinho, Michel, Genalvo e Bruno”, completou o treinador.

Apesar de alegar inocência no episódio, Geninho acabou adotando um discurso conciliador e explicou os motivos que o levaram a recusar o Galo anteriormente. “Eu estava tratando da renovação com o Sport, tinha convites de outras equipes do Brasil e do mundo árabe, mas optei por voltar ao Atlético. Eu devia isso ao Atlético, à torcida e ao Ziza, pois eu não aceitei um convite anterior por motivos particulares”, concluiu.

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