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Futebol

Gato Preto perde por 1 x 0, mas fica com a taça pelo saldo de gols

Arquivo Geral

20/05/2012 11h06

Marcus Pereira

marcus.eduardo@jornaldebrasilia.com.br

 

Não foi como a torcida queria, porém foi exatamente como o esperado. O Ceilândia se tornou campeão Brasiliense de futebol de 2012, após perder em casa para o Luziânia, por 1 x 0. O Gato havia vencido pelo mesmo placar na primeira partida da final na casa do adversário e, como uma igualdade no resultado favorecia a quem fez a melhor campanha na fase classificatória, o time alvinegro ficou com o caneco pela segunda vez em sua história.

 

Como era de se esperar, o Azulino começou o jogo pressionando bastante com seus três atacantes, mas sem muita efetividade. Já o Gato não conseguia fazer um bom jogo, mas quando chegava ao ataque, levava muito perigo com a dupla Dimba e Cassius.

 

O primeiro tempo se arrastava para a igualdade no placar, quando, aos 43 minutos, em cobrança de falta de Kabrine, Chefe escorou de cabeça no canto do goleiro Darci, que só acompanhou a bola. O Luziânia ia para o intervalo precisando de apenas um gol para se tornar o campeão.

 

Mas o que se viu no segundo tempo foi uma inversão de papéis. Quando todos achavam que o Ceilândia se fecharia na defesa, o time foi para cima e por muito pouco não conseguiu empatar. Allan Delon e Dimba cansaram de perder gols, o que aumentava o sofrimento da torcida alvinegra.

 

O alívio veio com o som do apito do árbitro Almir Camargos indicando o final do jogo. O Gato se tornava bicampeão candango sob a batuta de Adelson de Almeida. 

 

“Todos criticam dizendo que eu sou retranqueiro, mas hoje (ontem), o que se viu no segundo tempo foi um massacre do nosso time. Eles não chegaram e nós poderíamos muito bem ter virado a partida”, disse o treinador do Ceilândia.

 

O veterano Cassius fez questão de enaltecer o título. “Lógico que queríamos a vitória, mas fizemos prevalecer o regulamento, conseguimos vencer lá e perdemos aqui. Mas o que vale é ser campeão. Agora é rumo a Série D (do Campeonato Brasileiro)”, disse o feliz camisa 11.

 

Para o meia Luis Fernando, que entrou no lugar de Dimba já nos minutos finais, a conquista se deve a uma palavra: união. “A equipe me acolheu bem quando cheguei e, nesse tempo, uma família se formou aqui. Deu nisso, campeões e vamos para Série D”, disse o jogador formado nas categorias de base do clube, mas que não sabe se disputará o Brasileiro. 

 

“Só tenho três meses de contrato, segunda-feira (amanhã) vamos sentar com a diretoria para ver como fica. Meu desejo é ficar, o Ceilândia faz parte da minha carreira, quando me profissionalizei em 2006 e estou aqui de novo e pude ser campeão”, disse.

 

Gosto ruim

Vencer e não levar. Essa foi a situação que o Luziânia viveu, mas que não foi bem digerida bem pelo grupo. “Sempre fica um gosto amargo quando jogamos bem e não vencemos. Infelizmente, não era nossa hora, quem sabe no ano que vem, ou até um título maior venha para o Luziânia”, observou o atacante Nelisson.

 

Discurso também usado pelo zagueiro Perivaldo, considerado um dos melhores do campeonato. “O mais importante é pensar na minha equipe. Sempre fiz isso, mas infelizmente hoje (ontem) não tive o que fazer. Estamos todos de parabéns”, finalizou, cabisbaixo.

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