Vicente Melo, enviado especial a Goiânia
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A seleção brasileira vive um momento talvez inédito em sua história, por conta da profunda reestruturação que se viu forçada a fazer após a Copa do Mundo da África do Sul. Neste processo, quem teve de assumir a frente da equipe nacional foi a garotada.
Jogadores jovens, mas experientes, como Thiago Silva e Daniel Alves, viraram líderes, mas eles não poderão estar em campo hoje, diante da Argentina, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, às 22h, para disputar o jogo de ida do Superclássico das Américas – apenas jogadores que atuam nos dois países podem ser convocados. Assim, a responsabilidade caiu no colo dos garotos.
“Tudo aconteceu muito rápido na minha vida. Com apenas 20 anos, já aconteceu muita coisa. A seleção tem muitos jogadores jovens, como eu, Neymar e Bernard; com uma responsabilidade muito grande”, falou o meia-atacante Lucas, sem fugir do que o destino lhe reservou. “O futebol moderno está mais precoce. Mas a gente não tem que se preocupar com isso, temos que aproveitar o momento, tentar aprender com os mais velhos”, reforçou.
E por mais velhos, entenda-se Luis Fabiano para o jogo de hoje. Colega de Lucas no São Paulo, o atacante aparece como um sopro de experiência que nenhum outro atleta deste elenco da seleção possui.
“Ele traz consigo uma experiência de Copa do Mundo. A oportunidade se abriu agora, e vamos aproveitá-la”, frisou o técnico Mano Menezes ao falar sobre o Fabuloso. “Ele vivenciou aquelas histórias (pela seleção), isso se chama experiência. E essa experiência ao lado de jovens jogadores é o ideal”, completou o treinador da equipe brasileira.
Em outras oportunidades, Mano apostou em “medalhões” que não corresponderam, como Ronaldinho Gaúcho. “Liderar é muito mais opção do que condição natural. Ser líder dá um trabalho danado e muitas vezes os jogadores não querem assumir isso”, disse o técnico.