A integridade da Federação Paulista de Futebol (FPF) pode estar em xeque, mas a atual gestão não tem nenhum peso na consciência. É verdade que os ex-presidentes José Maria Marín e Marco Polo Del Nero não vivem seus melhores dias, mas o atual vice-presidente Fernando Solleiro não perde o sono com a crise institucional do futebol brasileiro.
“Se eu entendesse que encontraria aqui uma gestão que não fosse correta, não teria vindo. Não estou preocupado com esta imagem, se é isto que vem de fora”, garante, rejeitando qualquer obscenidade nas contas da FPF e mostrando despreocupação com a opinião de terceiros.
“Esta imagem não pertence exclusivamente à Federação Paulista, mas aos dirigentes de futebol como um todo. O dirigente agora não é bem-visto”, reconhece o vice-presidente da FPF, que assumiu o posto em abril para ser o braço direito do presidente Reinaldo Carneiro Bastos.
Ele não nega que as entidades do futebol vivam uma crise, ainda que tente tratar o reflexo das gestões no campo como causa, e não consequência. “Acho que há (uma crise), os resultados do Brasil no futebol mundial nos mostram isso. Mas é claro que isto não começou no 7 a 1, já há muito tempo estamos desvalorizando o nosso futebol”, admite Fernando Solleiro.
Tentando remar contra a maré de más administrações, a FPF anunciou nesta semana a reformulação do Campeonato Paulista. O objetivo é melhorar a reputação e explorar melhor o potencial do torneio que, não é de hoje, tem sido bastante menosprezado.