Nome integrante da Lista Falciani, relação que inclui cerca de 100 mil clientes da filial suíça do banco britânico HSBC com contas escusas e bens não declarados, o uruguaio Diego Forlán saiu em sua defesa, na última segunda, declarando que não tem envolvimento algum com ações de fraude fiscal. Segundo o atleta, seu nome foi usado como um “gancho”, já que se trata de uma figura pública que atrai as atenções.
Tal lista passou a ser veiculada nos últimos dias por uma série de veículos da imprensa europeia, encabeçados pelo jornal francês Le Monde. A relação foi fornecida por Hervé Falciani, ex-funcionário da sede do HSBC em Genebra. Entre os nomes mais conhecidos e que foram enumerados na relação, estão os dos pilotos Fernando Alonso e Michael Schumacher, além do tenista Marat Safin e do piloto de motociclismo Valentino Rossi.
De acordo com a plataforma Swiss Leaks, que perfila todos os signatários do banco cujas contas estão em débito, “Diego Forlán se converteu como cliente do HSBC em 2006, quando jogava na Espanha pelo Villarreal” e teria duas “contas fantasmas” na Suíça que ultrapassariam os 1,4 milhões de dólares (cerca de R$ 3,8 milhões). Durante seu comunicado, Forlán fez questão de comentar que, no dia 29 de janeiro, recebeu um fax e soube que estava sendo investigado pela titularidade de algumas contas no exterior.
“Quero deixar claro que sempre tive e tenho organizadas minhas finanças, de forma a cumprir com todos os impostos dos diferentes lugares em que trabalhei, vivi, tive e tenho bens. Por isso, confirmo que não faço parte dessa suposta investigação e que meu nome foi usado simplesmente como gancho, por eu ser uma figura pública e mundialmente reconhecida”, alegou o atleta que, em 2010, foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo.