Emprestado a clubes como União de Leiria-POR, Ponte Preta e Bragantino, além de chances esporádicas com a camisa do Santos, o atacante Tiago Luís ainda tenta se firmar no futebol brasileiro. Ao contrário do que aconteceu em todos os clubes onde esteve anteriormente, no Mirassol ele é titular e esperança de gols para o compromisso desta quinta-feira, às 21 horas (de Brasília), justamente diante do clube que o revelou para o futebol brasileiro.
Promovido ao elenco profissional em 2008, ano em que o Peixe brigou contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, Tiago Luís carrega desde então a marca de “Messi Brasileiro” por conta de uma publicação do jornal Marca que dava conta do interesse do Real Madrid em sua contratação. Badalado, o atacante, hoje com 23 anos, teve o vínculo com o Peixe encerrado no dia 28 de janeiro – mesmo tendo um contrato de gaveta, não houve interesse em mantê-lo no elenco para 2013.
“Essa história ficou no passado. Saí do Santos sem entrar na Justiça, amigavelmente, porque o contrato acabou e as partes seguiram seu caminho. Não trago mágoa nenhuma e só estou pensando no bem do Mirassol”, explica o companheiro de ataque de Caion, à GazetaEsportiva.Net. Tiago Luís passou o segundo semestre de 2012 emprestado ao Bragantino, de onde saiu no dia 26 de novembro por conta do final da Série B. Antes de ser contratado pelo Mirassol, em 21 de janeiro, foi obrigado a treinar em casa para se manter em forma.
“Iria me apresentar no dia 5 (de janeiro), com o elenco normal, o que estava programado desde o dia 26 de novembro, quando acabou o empréstimo ao Bragantino. Treinei nas férias, passei tranquilo e no dia primeiro me ligaram comunicando que não precisava me apresentar, que se tivesse algum clube podia acertar. Fiquei em casa treinando, afastado. Aí o Mirassol me deu essa oportunidade e está sendo legal, me firmei no time. Cheguei na quarta rodada e não saí mais”, garante Tiago Luís, autor de um gol com a camisa do Leão da Alta Araraquarense no Paulistão de 2013.
Atualmente, o Mirassol luta contra o rebaixamento no Campeonato Paulista – com 12 pontos, a equipe está no 15º lugar, três pontos à frente do Atlético Sorocaba, que abre a degola. Mesmo com o panorama desfavorável, o homem de confiança do técnico Ivan Baitello mantém a confiança na salvação: “O time está bom, mas às vezes deixamos de fazer resultado até em casa. Faltam sete jogos para acabar o campeonato. Tivemos uma partida que foi divisor de águas das nossas pretensões (derrota para o São Bernardo, em casa, de virada). Olhando friamente, a tabela está difícil, mas vamos com tudo, porque temos um elenco bom e tenho certeza que vai acontecer coisa melhor”.
Apesar da satisfação com a oportunidade recebida no clube do interior paulista, Tiago Luís sabe que deverá vestir outra camisa no segundo semestre, já que o Mirassol dificilmente conseguirá um espaço entre os oito primeiros e a possibilidade de disputar a Série D do Brasileirão. Ao reviver sua passagem pelo Santos, o atacante só se arrepende de não ter conseguido aproveitar as chances: “Em 2008 tive oportunidades sim, fiz mais de 30 jogos, só que o momento era ruim, foi um ano difícil, de crise. Em 2009 não tive oportunidade, mas também fui emprestado, em 2010 o time estava formado com Robinho e Neymar. Em 2011 consegui jogar na Ponte e uma vaga na Série A. No Santos foi um pouco de falta de oportunidades também, mas quando tive o time estava em crise”.
Inspiração em Alemão para gol na Vila Belmiro – Confirmado entre os titulares para o confronto desta quinta-feira, diante do Santos, pela 13ª rodada do Campeonato Paulista, Tiago Luís se inspira em outra revelação das categorias de base do clube: Alemão, que deixou o clube em 2008 para atuar no futebol europeu. Na edição deste ano do Estadual, com a camisa da Ponte Preta, entrou em campo no segundo tempo e marcou duas vezes na vitória por 3 a 1 sobre o Santos.
“Se eu puder fazer gol em uma equipe como o Santos, é claro que pensando primeiro em jogar bem, ajudar a equipe da melhor maneira, vai ser ótimo. Se tiver gol é consequência do trabalho. Como não tenho mágoa nenhuma de lá, e foi recente, não tem porque não comemorar também”, garantiu, fugindo da passividade de Alemão.