A diretoria do Fluminense e de seu principal patrocinador, Unimed, adiaram por mais um dia a divulgação do planejamento para a próxima temporada. O modelo de gestão que será anunciado, porém já fez algumas vítimas. A primeira delas o gerente de futebol Gustavo Mendes, demitido em reunião na noite de segunda-feira. O dirigente revelou que ainda não entende o porquê de sua saída.
“Acho que os motivos devem ser perguntados para quem tomou essa posição. O que me foi alegado é que houve pressão política do conselho diretor. Não faço questão de procurar culpados para a minha saída. Mas o presidente do Fluminense tem direito a tomar essa posição e a vida continua. Isso faz parte do futebol”, disse Gustavo.
Gustavo Mendes diz que deixa o clube com a certeza da missão cumprida. “Acredito que conseguimos fazer muitas coisas, como consolidação da marca, abertura para novos patrocinadores, a criação de um excelente ambiente de trabalho, além da moralização de vários fatores dentro do clube”, afirmou Gustavo Mendes.
Outro dirigente que será demitido nos próximos dias deverá ser Alcides Antunes, que estava na função de coordenador do departamento de futebol. Ele perdeu a função, que será exercida por Fernando Gonçalves e, com isso, deverá deixar as Laranjeiras.
Quem está pronto para chegar e assumir o comando do futebol do clube é o ex-lateral Branco, coordenador das categorias de base da Seleção Brasileira. Fontes ligadas ao clube garantem que a apresentação do novo modelo de gestão, que estava previsto para ser anunciado nesta terça-feira, foi adiado para a manhã de quarta-feira justamente para que o tetracampeão possa estar presente.
Vinícius Eutrópio, como coordenador técnico, e Sérgio Gregório, que atuará na área desportiva, já tiveram seus nomes confirmados pela diretoria. Os dois tiveram passagem pelo Atlético-PR.
A área médica também não escapou das mudanças. Victor Favilla, que coordenava o setor, acertou sua saída. O ano foi polêmico para o departamento médico do Tricolor, que teve seu trabalho questionado em várias ocasiões, sendo a principal delas no episódio que levou o zagueiro Thiago a deixar as Laranjeiras para se tratar com médicos particulares em Belo Horizonte (MG). A tendência é que Michael Simoni, que deixou o clube no fim de 2004, seja reconduzido ao cargo, apesar de não ter as melhores relações com o presidente do Fluminense, Roberto Horcades.
“Por um motivo pessoal e por um momento de minha carreira profissional optei por deixar o Fluminense. Meu consultório está exigindo muito de mim e não poderia, de forma alguma, deixar o Fluminense na mão. Por isso solicitei a minha saída ao presidente antes mesmo do fim do Campeonato Brasileiro, mas decidimos só anunciar agora para não causar nenhum tipo de problema”, afirmou Favilla, que assegurou que deixa o Fluminense sem ter tido nenhum problema pessoal com membros da diretoria.