O Fluminense começa a escrever a página mais importante de sua história nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, onde enfrentará a Liga Deportiva Universitária (LDU), pelo confronto de ida da final da Copa Libertadores. O jogo de volta será na próxima quarta-feira, no Maracanã, com todos os ingressos já esgotados. Nesta etapa da competição, os gols marcados na casa do adversário não valem mais como critério de desempate.
Para chegar a esta final o Fluminense fez a melhor campanha da fase de grupos e ainda superou nas etapas seguinte gigantes históricos da competição, como São Paulo e Boca Juniors. Já a LDU foi a segunda colocada do Grupo 8, atrás do próprio Tricolor, e depois disso, nas fases eliminatórias, bateu os argentinos Estudiantes e San Lorenzo e o América do México, terror dos brasileiros.
Renato Gaúcho, técnico do Fluminense, fez questão de descartar qualquer favoritismo de sua equipe nos dias que antecederam ao confronto. Conversou com o grupo, trabalhou para evitar euforia em excesso, participou das reuniões de planejamentos, até mesmo da viagem a Quito, e não esqueceu de elogiar o rival.
“Fizemos tudo o que foi possível fazer para este primeiro jogo. Agora estamos focados apenas em mostrar um bom futebol dentro de campo. Não existe favorito. É 50% de chances para cada um conquistar o título. A LDU conta com sete atletas da seleção do Equador e um na seleção do Paraguai. Portanto, não podemos ser apontados como favoritos”, afirmou Renato Gaúcho.
Os jogadores do Fluminense também adotaram um discurso bem humilde em relação à final da Libertadores, seguindo à risca a orientação da comissão técnica. Todos estão conscientes também da importância de se fazer um bom jogo em Quito para se ter tranqüilidade no Rio de Janeiro.
“O Fluminense tem apenas a vantagem de decidir em casa, mas ela poderá nada representar caso a gente saia do Equador com um resultado muito ruim. Trata-se de um duelo de 180 minutos, mas temos que fazer um bom primeiro tempo neste caso, já que a segunda etapa será no Maracanã, onde estamos indo muito bem”, disse o meia Cícero.
Cícero, por sinal, deverá ser mantido ao lado de Washington no ataque, com Dodô ficando como opção no banco de reservas. A formação oficial porém só será divulgada por Renato Gaúcho minutos antes do confronto.
Elogiar o adversário para tentar afastar qualquer favoritismo também foi a tática da LDU para este compromisso. O técnico Edgardo Bauza considera o Fluminense um time muito complicado de ser batido.
“O Fluminense conta com um sólido sistema defensivo, meias que sabem conduzir muito bem a bola e atacantes com um potente poder de penetração. Isso tudo junto forma um time de primeira linha e complicado de ser batido”, afirmou o treinador.
Bauza também reconheceu que para a LDU será fundamental conseguir um bom resultado no Equador. “Temos que atacar o tempo todo, principalmente pelos lados, pois assim, se perdermos a posse de bola não ficaremos vítimas de contra-ataques do Fluminense. Deixar Quito com um bom resultado é essencial para as nossas chances nesta decisão”, explicou.
Para este jogo a LDU conta com força máxima, com o meia Luis Bolaños confirmado após se recuperar de uma lesão no tornozelo esquerdo.